De tempos em tempos, grandes marcas cruzam a linha tênue entre ousadia e mau gosto em suas campanhas publicitárias. Na tentativa de chamar atenção ou “lacrar” nas redes, algumas acabam provocando o efeito contrário: boicotes, polêmicas e pedidos públicos de desculpas. A seguir, veja 10 casos marcantes em que empresas foram longe demais em seus anúncios — e pagaram caro por isso.
Gap – campanha “Better in Denim” com o grupo KATSEYE
A marca tentou capitalizar sobre diversidade e auto-expressão no comercial de jeans, mas foi alvo de críticas porque o grupo escolhido não incluía membros caucasianos — o que levou parte do público a acusar a Gap de repetir erros similares aos da concorrente American Eagle.
Gillette – campanha “We Believe: The Best Men Can Be”
Gillette abandonou seu famoso slogan “The Best a Man Can Get” para lançar uma nova campanha que se propunha a criticar a “masculinidade tóxica”. Parte do público reagiu mal, sentindo que a marca estava atacando os seus próprios consumidores, o que gerou queda nas vendas do segmento de barbear.
Calvin Klein – anúncio com Brooke Shields (15 anos)
Um anúncio icônico de 1980 (“Want to know what comes between me and my Calvins? Nothing.”) gerou polêmica porque Shields era menor de idade e muitos interpretaram o comercial como sexualização de uma adolescente — provocando banimentos em canais de TV. Apesar disso, as vendas subiram.
Pepsi – comercial com Kendall Jenner (2017)
O anúncio mostrava Jenner entregando uma lata de refrigerante a um policial num protesto, tentando transmitir “unidade”. Porém foi amplamente criticado por trivializar movimentos sociais (como o Black Lives Matter). O vídeo foi retirado em menos de 24 h e a marca pediu desculpas.
Burger King – tweet no Dia Internacional da Mulher (2021)
A marca postou primeiro: “Women Belong In The Kitchen” (O lugar da mulher é na cozinha), num tweet que parecia promover uma mensagem de empoderamento feminino (seguido por explicações), mas o recado inicial detonou nas redes como sexista/tom-insensível. O uso impróprio do canal Twitter em vez de material impresso fez a diferença.

Nike – campanha com Colin Kaepernick
A marca escolheu o ex-quarterback como rosto de uma campanha que fez parte de um debate mais amplo sobre protestos e bandeira nos EUA. Muitos viram como postura corajosa e autêntica, outros como oportunismo ou ataque ao patriótico. O boicote #BoycottNike ganhou força.
Dove – anúncio acusado de “whitewashing” (2017)
A campanha postada no Facebook mostrava uma mulher negra removendo a camiseta e revelando uma branca, que então revelava uma asiática. Apesar da intenção inclusiva, foi amplamente lida como problemática/discriminatória. Dove pedιu desculpas.
KFC – campanha “The Whole Chicken”
A marca tentou celebrar seu frango com elaboração criativa (um frango andando como estrela de rap ao som de DMX) mas para muitos espectadores o resultado foi “nojento” ou desconcertante — gerando justo o efeito oposto ao pretendido (despertar apetite).
American Eagle – campanha com Sydney Sweeney
A marca lançou uma campanha de jeans com Sweeney, que foi acusada de visar ou exaltar “brancura” — gerando acusações de supremacia branca. A marca disse ser apenas “sobre jeans”, mas o debate se espalhou. No comercial ela fala: “os jeans são transmitidos dos pais para os filhos, muitas vezes determinando características como a cor do cabelo, personalidade, até mesmo a cor dos olhos. Minha calça jeans é azul”.
Dunkin’ – anúncio “King of Summer” com Gavin Casalegno
No comercial, o ator faz piada sobre o bronzeado e genética: “This tan? Genetics.” O anúncio gerou comparações com outros exemplos controversos de “genética” em campanhas e reações negativas imediatas, com pedidos de boicote.

QUEM FAZ
Claramente a cultura woke vem destruindo marcas consolidadas.