Quem estudou nos anos 80 e 90 sabe que a volta às aulas tinha um momento especial: a compra do material escolar. Mais do que cadernos, lápis e borrachas, alguns objetos eram verdadeiros sonhos de consumo.
Ter um estojo cheio de botões, uma caneta de dez cores ou uma lancheira do personagem favorito era motivo de orgulho. E quem não tinha ficava admirando o material dos colegas.
Para celebrar o Dia das Crianças, reunimos dez objetos que marcaram gerações e transformavam até os dias mais comuns na escola em uma diversão.
Estojo automático com botões secretos

Quanto mais mecanismos tivesse, melhor. O problema é que algumas crianças passavam mais tempo apertando os botões do que prestando atenção à aula.
Era praticamente um brinquedo disfarçado de material escolar. Com vários botões coloridos, o estojo abria compartimentos secretos, revelava apontadores e fazia pequenas gavetas saltarem.
Caneta de dez cores

Por que carregar várias canetas quando era possível ter todas em uma só?
As canetas de dez cores eram uma verdadeira atração. Bastava escolher uma das pequenas alavancas para mudar a cor da escrita. Algumas versões tinham até tinta perfumada. O desafio era conseguir fazer todos os mecanismos funcionarem sem emperrar.
Lancheira com garrafinha térmica

Antes das lancheiras térmicas modernas, havia aquelas maletinhas de plástico rígido, geralmente estampadas com personagens de desenhos animados.
Muitas vinham com uma garrafinha que encaixava perfeitamente na lancheira. O detalhe mais curioso era a tampa da garrafa, que também funcionava como copo. Ter o conjunto combinando era um luxo.
Borrachas perfumadas em formato de frutas

Morango, uva, banana e até sorvete. As borrachas perfumadas tinham formatos tão divertidos que muitas crianças nem queriam usá-las.
Algumas eram guardadas como coleção e trocadas com os colegas. E, convenhamos, muitas apagavam muito pior do que uma borracha comum.
Lapiseira de trocar pontas

A famosa lapiseira de pontinhas parecia uma invenção revolucionária.
Quando o grafite acabava, bastava retirar a ponta usada e colocá-la na parte de trás, empurrando uma nova para a frente. O drama começava quando uma das pontinhas desaparecia e o sistema inteiro deixava de funcionar.
Régua com água e glitter

Era impossível não ficar olhando para ela durante a aula. Essas réguas transparentes tinham um pequeno reservatório com líquido, glitter e enfeites que se movimentavam quando eram inclinadas.
Sua principal função deveria ser medir e traçar linhas, mas, para muita gente, elas serviam mesmo como distração.
Fichário com folhas decoradas

Ter um fichário no lugar dos cadernos convencionais era sinal de modernidade.
Os modelos com capas de personagens e folhas decoradas eram especialmente desejados. O melhor era poder reorganizar as matérias e trocar as folhas. O pior era quando as argolas começavam a abrir sozinhas e tudo acabava espalhado.
Papel de carta perfumado

Muito antes das mensagens instantâneas, os papéis de carta decorados faziam sucesso entre os estudantes.
Havia modelos com personagens, desenhos delicados e até perfumes diferentes. Muitas crianças compravam para colecionar e trocar com os colegas, sem escrever absolutamente nada neles.
Canetinhas Sylvapen

Uma caixa de canetinhas coloridas já era motivo de alegria, mas as famosas Sylvapen tinham um lugar especial entre os materiais escolares da época.
Elas apareciam nos desenhos mais caprichados e trabalhos escolares. Um dos detalhes mais lembrados era a canetinha branca, usada para tentar apagar ou modificar os traços feitos com determinadas cores.
Caderno com capa de artista famoso

Para muitas crianças e adolescentes, escolher a capa do caderno era tão importante quanto comprar o próprio material.
Xuxa, grupos musicais, atores e personagens de sucesso estampavam os modelos mais desejados. Havia quem escolhesse o caderno simplesmente pela capa e depois ficasse com pena de usá-lo.

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