Conheça “a cidade das prostitutas”, onde uma virgem de 13 anos é vendida por R$ 1.600,00

Trinta milhas a oeste do Taj Mahal, na estrada para a cidade de Jaipur, os turistas que passam de carro tem uma visão que os guias de turismo não mencionam.

Uma milha além da cidade de Bharatpur, existem abrigos onde garotas, várias menores de 18 anos, passeiam oferecendo seus corpos.

Uma menina em especial chama atenção. Suli, 14 anos, é virgem e está tendo o direito de dormir com alguém sendo leiloado. No abrigo onde ela vive moram outras 59 famílias, todas com uma longa tradição construída à base de prostituição. As meninas que nascem lá tornam-se prostitutas em um rito de passagem para a “idade adulta”, pois para elas, o casamento é para o resto da sociedade indiana.

A matéria feita pelo Telegraph diz que a “primeira vez” é um valioso instrumento disputado por empresários de classe média, que estão dispostos a pagar o valor necessário para ter uma dessas virgens. A tarifa normal é de 100 rupias (R$ 3,50), mas uma virgem é vendida para quem der o maior lance, que normalmente fica em torno de 20.000 rupias, cerca de R$ 800,00. Se a garota é bonita, a família tem esperança de obter até 40.000 rupias, cerca de R$ 1.600,00. O homem que ganha o direito de ter uma dessas meninas, fica com ela o tempo que achar conveniente. Quando ele se cansa dela, existe uma celebração, porque eles consideram uma falta de sorte para a menina e acabam gastando praticamente todo o dinheiro em uma festa extravagante. Jóias são compradas para ela e para a sua família, caprinos são abatidos e o álcool corre livremente. Há dança, e oferendas são feitas para os deuses. Depois que uma menina perde a virgindade, ela não pode casar.

Suli disse que estava feliz por entrar no comércio. “Eu escolhi isso“, disse ela, embora admita estar “um pouco assustada”. “Não sei como ele vai ser. Sei de outras meninas que estão no comércio, mas não perguntei a ela como é.”

Ela alega que, não importa quem seja o homem. “Vou com quem paga o preço mais alto”, disse ela.

Na cabana ao lado, vivem quatro irmãs, todas prostitutas. A única virgem, Nita, de 13 anos, disse que pretende continuar nessa vida atendendo de 20 a 30 clientes por dia, até que atinja os 40 anos. Depois, quando já não for mais desejável, ela disse que vai depender de qualquer outra criança para sustentá-la. Duas de suas irmãs, Ritu, 35, e Manju, 25, orgulham-se do sucesso em suas “carreiras”. Elas conseguiram construir uma pequena casa.


“Nita [esquerda] é tão bonita que um “cliente” pode pagar até £600 levar seu virgindade”, diz suas irmãs

Se existe uma explicação para tamanho índice de prostituição, ela está no nascimento das crianças. Enquanto na outra parte da Índia, o nascimento de um menino é comemorado com dotes pagos pela família da noiva, uma das razões apontadas para a elevada taxa de aborto de fetos femininos, nas aldeias em torno de Bharatpur há escassez de garotas para casar, fazendo com que o rapaz da família tenha que pagar à família da garota um valor em dinheiro, antes do casamento acontecer.

Muitas das mulheres disseram que não desejam o mesmo futuro para suas filhas. Ritu e Manju, cada uma tem uma filha, cujos pais eram clientes. “Minha filha vai ser educada, e não entrará nesta profissão”, disse Ritu. “Eu não quero isso para ela.”

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