Polêmico artista que deixou cão passando fome em exposição ainda é alvo de protestos

Suas pernas eram tão fracas que ele praticamente não podia permanecer de pé. Seu pêlo era sarnento, resultado de negligência e praticamente todos os seus ossos eram visíveis sob o que restava do seu corpo.

Este era Natividade, um cão mal cuidado resgatado das ruas de Nicarágua, e que virou motivo de muita polêmica após permanecer amarrado a um pedaço de arame e que, aparentemente, morreu – tudo em “nome da arte”. A alegação é que ele foi deliberadamente mantido com fome até à morte, em uma exposição.

A história tem feito de Natividade a infeliz “estrela” de uma campanha mundial na internet, contra crueldade animal. Até hoje, cerca de dois milhões de assinaturas já foram colhidas para uma petição de protestando contra o seu tratamento. Pois, apesar das intensas investigações por parte de organizações de bem-estar animal, ninguém foi capaz de confirmar se o cão sobreviveu à provação ou não.

Guillermo “Habacuc” Vargas – anteriormente desconhecido fora dos limites da Costa Rica – se tornou um dos mais polêmicos “artistas” da atualidade. O evento, que aconteceu em outubro do ano passado, na Galeria do Codice Manwhichagua, Nicarágua, virou assunto obrigatório nos inúmeros fóruns e páginas de debates, incluindo um vídeo do YouTube.

O problema voltou à tona, porque Vargas tem se recusado a dizer o destino de Natividade. A saga do cãozinho desnutrido é tão grande que já aparece em vários sites de “lendas urbanos”.
O que mais revolta as autoridades responsáveis pela proteção dos animais é que, na ocasião, Vargas [foto] havia alegado que sua exposição seria uma experiência para testar a reação pública. Entretanto, quando o caso tomou repercussão internacional, ilustrando a indignação geral, Vargas mudou a postura e começou a declarar que seu projeto foi concebido para destacar o sofrimento de milhares de cães abandonados que morrem anualmente na América Central.

Outro ponto polêmico é que, inicialmente, Vargas havia admitido que Natividade tinha morrido casualmente, acrescentando que o fato tinha ocorrido nas ruas, quando o cão foi solto, mas depois recusou-se a confirmar a informação.

A diretora da Codice Gallery, Juanita Bermudez, tentou amenizar a polêmica, afirmando que Natividade não sofria maus-tratos e que era alimentado regularmente e só permanecia preso durante as três horas diárias de duração da exposição. Versão diferente de alguns relatórios, que dizem que a exposição durou muito mais tempo, e que, um cão substituto foi usado no lugar de Natividade, quando este morreu.

O assunto ainda promete render muitos capítulos. A Sociedade Mundial de Proteção de Animais, disse ao Daily Mail: “Todas as nossas tentativas para discutir o que aconteceu com Vargas ou os seus representantes têm esbarrado no silêncio.”

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