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5 aparelhos que prometiam revolucionar a televisão e morreram

ONEberto
ONEberto Publicados 19 de outubro de 2026
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7 leitura mínima

Muito antes das Smart TVs, dos aplicativos de streaming e das televisões conectadas à internet, diversas empresas tentaram reinventar a maneira como as pessoas assistiam aos seus programas favoritos.

Algumas dessas invenções pareciam saídas de filmes de ficção científica. Outras prometiam transformar qualquer televisão comum em uma verdadeira central de entretenimento. O curioso é que muitas anteciparam tecnologias que hoje fazem parte da nossa rotina, mas acabaram desaparecendo das lojas.

Conheça cinco aparelhos que chegaram ao mercado com propostas ambiciosas, mas que acabaram esquecidos pelo grande público.

WebTV — O aparelho que colocou a internet na televisão em 1996

Em 1996, quando ter um computador conectado à internet ainda era uma novidade para muitas famílias, uma empresa chamada WebTV Networks apresentou uma ideia bastante ousada: permitir que qualquer pessoa navegasse na internet usando apenas sua televisão.

O aparelho era conectado à TV e à linha telefônica, oferecendo acesso a páginas da web, e-mails e outros serviços online. Tudo isso sem precisar comprar um computador convencional.

A proposta chamou tanta atenção que a Microsoft adquiriu a empresa em 1997. Posteriormente, o serviço passou a se chamar MSN TV.

Entretanto, a popularização dos computadores pessoais e, mais tarde, dos smartphones e das próprias Smart TVs reduziu o interesse pelo aparelho. O serviço foi definitivamente encerrado em setembro de 2013.

O mais curioso: a WebTV oferecia uma experiência parecida com a de uma Smart TV conectada, muitos anos antes de esse conceito se popularizar.

Philips CD-i — O aparelho que queria transformar a TV em uma central interativa

Em 1991, a Philips lançou um equipamento que parecia um aparelho de CD convencional, mas prometia muito mais do que reproduzir músicas.

O CD-i, sigla para Compact Disc Interactive, permitia transformar a televisão em uma plataforma multimídia. Era possível acessar enciclopédias digitais, conteúdos educativos, jogos interativos e até reproduzir filmes, dependendo do modelo e dos acessórios disponíveis.

A ideia era transformar a TV em uma espécie de computador familiar, controlado por um dispositivo semelhante a um controle remoto.

O problema era o preço elevado, aliado a um catálogo de conteúdos que não conseguiu conquistar o público. O aparelho também enfrentou dificuldades para competir com videogames que ofereciam experiências mais atraentes.

A linha acabou sendo descontinuada em 1998.

O mais curioso: o CD-i chegou a receber jogos de personagens da Nintendo, incluindo Mario e Zelda, que se tornaram conhecidos pela recepção negativa e pela qualidade bastante questionada.

Sony LocationFree — A televisão que você poderia assistir em qualquer lugar

Em 2004, a Sony apresentou uma tecnologia que parecia antecipar o futuro da televisão portátil.

O LocationFree permitia transmitir a programação recebida em casa para uma tela portátil, utilizando uma rede sem fio e, em determinadas configurações, a própria internet.

Isso significava que alguém poderia assistir à programação de sua televisão doméstica em outro cômodo ou até longe de casa, desde que tivesse uma conexão compatível.

A proposta era impressionante para uma época em que ainda não existiam os serviços de streaming como os conhecemos atualmente.

Entretanto, o custo dos equipamentos, as exigências de configuração e a evolução dos dispositivos móveis limitaram sua popularização.

A própria Sony encerrou oficialmente a função de acesso remoto pela internet dos equipamentos LocationFree em 28 de fevereiro de 2023.

O mais curioso: muito antes de assistir à televisão pelo celular se tornar algo comum, a Sony já oferecia uma solução para levar a programação doméstica a outros lugares.

Slingbox — A caixinha que enviava o sinal da sua TV pela internet

Lançado em 2005, o Slingbox parecia apenas mais uma pequena caixa eletrônica conectada à televisão. Entretanto, sua principal função era bastante inovadora: transmitir pela internet o conteúdo recebido em casa.

Na prática, quem estivesse viajando poderia acessar remotamente a programação da própria TV, inclusive canais recebidos por serviços de assinatura.

O aparelho também permitia controlar determinados equipamentos conectados a ele, como receptores de televisão.

A tecnologia ganhou admiradores, especialmente entre pessoas que desejavam acompanhar seus programas e eventos esportivos mesmo estando longe de casa.

O problema surgiu com a evolução dos serviços de streaming e a crescente disponibilidade de conteúdos diretamente pela internet. A proposta de transmitir o sinal de um aparelho doméstico começou a perder espaço.

Em novembro de 2022, os servidores oficiais do Slingbox foram desligados, comprometendo o funcionamento normal dos equipamentos.

O mais curioso: o Slingbox antecipou uma das principais mudanças no consumo de televisão: a possibilidade de assistir a conteúdos fora da sala de estar e longe do aparelho original.

Boxee Box — A caixinha futurista que prometia reunir todo o entretenimento em um lugar

Em 2010, a D-Link lançou, em parceria com a Boxee, um aparelho que chamava a atenção logo pelo seu formato: um cubo preto com uma das extremidades inclinadas.

Conhecido como Boxee Box, o equipamento prometia transformar televisores convencionais em centros completos de entretenimento digital.

Com ele, era possível assistir a vídeos da internet, acessar serviços online e reproduzir filmes, músicas e fotografias armazenados em computadores ou dispositivos conectados à rede doméstica.

O aparelho também acompanhava um controle remoto bastante diferente, que possuía um pequeno teclado na parte traseira para facilitar pesquisas e a digitação.

Apesar das características inovadoras, a concorrência no segmento de dispositivos conectados cresceu rapidamente. Em 2012, a Boxee passou a concentrar seus esforços em outro produto, reduzindo o desenvolvimento do modelo original.

Segundo a D-Link, o Boxee Box foi oficialmente retirado de linha em maio de 2014.

O mais curioso: seu conceito era bastante semelhante ao dos dispositivos de streaming modernos: transformar uma televisão comum em uma central capaz de acessar conteúdos digitais.

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Tag:Inusitadas
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Sobre o autor

QUEM FAZ Humberto Oliveira tem 50 anos, soteropolitano, amante de esportes, com terceira em Lua de Plutão, na primeira casa em Urano… não suporta astrologia, manuais e jogos de azar.

Instagram: @one.berto

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