Algumas tendências do passado parecem apenas curiosas quando vistas em fotografias antigas. Outras, porém, envolviam riscos sérios à saúde, materiais tóxicos ou práticas que hoje dificilmente seriam aceitas pelos órgãos de fiscalização.
Em muitos casos, o perigo só ficou claro anos depois. O que já foi símbolo de elegância ou status acabaria sendo abandonado justamente porque a ciência passou a entender melhor seus efeitos.
Roupas tingidas com arsênico
No século XIX, tons intensos de verde fizeram enorme sucesso em vestidos, acessórios, flores artificiais e até objetos de decoração. O problema é que alguns desses pigmentos utilizavam compostos de arsênico.

Costureiras e trabalhadores que manipulavam esses materiais podiam ficar especialmente expostos. Atualmente, produtos desse tipo enfrentariam restrições severas por causa da toxicidade da substância.
Chapéus feitos com mercúrio
Durante muito tempo, compostos de mercúrio foram utilizados no processo de fabricação do feltro empregado em chapéus. Os trabalhadores das fábricas ficavam constantemente expostos aos vapores tóxicos.

A intoxicação podia provocar tremores, alterações de comportamento e problemas neurológicos. Hoje, o uso industrial do mercúrio é fortemente controlado em diversos países.
Maquiagem com chumbo
Ter a pele extremamente clara já foi considerado sinal de beleza e posição social. Para conseguir esse efeito, algumas pessoas utilizavam cosméticos preparados com substâncias que continham chumbo.

O uso prolongado podia provocar intoxicação, danos aos órgãos e vários outros problemas de saúde. Atualmente, a presença de metais pesados em cosméticos é rigidamente limitada por normas sanitárias.
Sapatos com plataformas exageradamente altas
Os chopines, populares entre mulheres da elite europeia principalmente entre os séculos XV e XVII, podiam atingir alturas impressionantes. Algumas versões eram tão altas que a pessoa precisava de ajuda para caminhar.

O risco de quedas era evidente. Calçados modernos continuam podendo ter saltos enormes, mas determinados modelos históricos provavelmente teriam dificuldades para atender aos atuais padrões de segurança caso fossem comercializados como produtos de uso cotidiano.
Acessórios feitos com animais e partes de animais
Em diferentes períodos históricos, penas, peles e até animais inteiros empalhados foram utilizados para decorar chapéus e outras peças de vestuário. No final do século XIX, esse tipo de ornamentação chegou a movimentar um enorme comércio.

Hoje, muitas espécies são protegidas por leis ambientais e tratados internacionais. Dependendo do animal utilizado, produzir ou comercializar uma peça semelhante poderia resultar em apreensão do produto e até sanções legais.
Curiosamente, várias dessas modas não desapareceram apenas porque deixaram de ser bonitas ou populares. Elas foram abandonadas à medida que seus riscos e impactos começaram a ficar conhecidos. O que no passado representava elegância poderia hoje representar um problema sanitário, ambiental ou até policial.

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