Imagine viajar de carro dos Estados Unidos até a Rússia, atravessar da Europa para a África em poucos minutos ou ligar a Itália à Albânia sem precisar de um navio.
Essas travessias parecem simples quando observamos um mapa. Mas profundidades extremas, gelo, ventos, terremotos e custos bilionários fazem com que sejam desafios extraordinários.
Conheça cinco ligações que poderiam transformar o transporte mundial. As distâncias são aproximadas e não representam necessariamente o comprimento de uma ponte projetada.
A ponte que ligaria a Europa à África
Apenas cerca de 14 quilômetros separam a Europa da África no ponto mais estreito do Estreito de Gibraltar, entre Espanha e Marrocos.

O fundo do estreito, porém, apresenta profundidades de centenas de metros, correntes marítimas intensas e movimentação constante de grandes embarcações. Construir e manter os pilares de uma ponte seria um desafio gigantesco.

Por isso, os estudos de uma ligação permanente entre os dois países têm se concentrado principalmente em um túnel ferroviário submarino.
A ponte que ligaria os Estados Unidos à Rússia
No Estreito de Bering, cerca de 82 quilômetros separam os territórios continentais dos Estados Unidos e da Rússia. Uma ligação fixa poderia conectar a América do Norte à Ásia por terra.

O projeto enfrentaria temperaturas muito baixas, gelo marinho em movimento, tempestades e uma logística extremamente difícil. Também exigiria novas estradas e ferrovias em regiões pouco povoadas.

Além dos desafios de engenharia, a obra dependeria de cooperação política e econômica duradoura entre os dois países.
A ponte que ligaria a Escócia à Irlanda do Norte
Uma ponte sobre o Mar da Irlanda poderia facilitar a conexão entre Escócia e Irlanda do Norte. As distâncias variam segundo a rota estudada, ficando na ordem de dezenas de quilômetros.

Um dos obstáculos é Beaufort’s Dyke, uma depressão submarina usada por décadas para o descarte de munições e explosivos. A região também apresenta desafios de profundidade, clima e tráfego marítimo.

Estudos oficiais britânicos apontaram que uma ligação fixa não seria fisicamente impossível, mas teria custos e riscos tão elevados que sua execução seria muito difícil de justificar.
A ponte que ligaria a Itália à Albânia
No mapa, atravessar o Estreito de Otranto parece uma solução óbvia para conectar diretamente a Itália à Albânia. O trecho mais estreito mede aproximadamente 72 quilômetros.

Na prática, uma ponte enfrentaria águas profundas em parte do trajeto, ventos, passagem de navios e uma extensão excepcional para uma ligação marítima desse tipo.

Não há um projeto de ponte aprovado e pronto para construção. A ideia ajuda a mostrar a diferença entre uma distância aparentemente pequena no mapa e a complexidade real de uma obra de engenharia.
A ponte que ligaria a Sicília ao restante da Itália
Entre a Calábria e a Sicília, as margens do Estreito de Messina estão separadas por cerca de 3 quilômetros. Diferentemente dos outros casos, aqui existe um projeto detalhado de ponte suspensa.

A proposta prevê aproximadamente 3,66 quilômetros de extensão total e um vão central de 3,3 quilômetros. A região, no entanto, é sujeita a atividade sísmica, ventos fortes e exigências ambientais significativas.

Esta ponte não é considerada tecnicamente impossível: o desafio está em transformar o projeto em uma obra segura, financiada e efetivamente concluída.

QUEM FAZ