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8 tecnologias que desapareceram mesmo funcionando muito bem

ONEberto
ONEberto Publicados 25 de setembro de 2026
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9 leitura mínima

Nem toda tecnologia desaparece porque era ruim. Algumas funcionavam muito bem, tinham usuários satisfeitos e até apresentavam vantagens sobre seus sucessores. Mesmo assim, acabaram perdendo espaço por questões de preço, conveniência, padronização ou simplesmente porque o mercado tomou outro rumo.

MiniDisc

Surgiu: 1992
Popularização: segunda metade dos anos 1990
Começou a desaparecer: início dos anos 2000

A Sony lançou o MiniDisc em 1992 como uma espécie de sucessor moderno da fita cassete. O pequeno disco digital podia ser gravado, apagado e reutilizado diversas vezes, ficava protegido por uma cápsula plástica e ainda contava com sistema que evitava interrupções durante movimentos.

O formato teve seu melhor momento entre o fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2000, especialmente no Japão e entre profissionais de áudio. O problema é que os CDs graváveis ficaram baratos e, pouco depois, os arquivos MP3 e tocadores digitais permitiram carregar centenas de músicas sem precisar de qualquer mídia física.

O MiniDisc não desapareceu porque deixou de funcionar. Ele simplesmente foi atropelado por uma maneira muito mais prática de consumir música.

FireWire

Desenvolvimento iniciado: 1986
Padronizado: 1995
Popularização: fim dos anos 1990 e anos 2000
Desaparecimento: década de 2010

O FireWire começou a ser desenvolvido pela Apple ainda em 1986 e posteriormente deu origem ao padrão IEEE 1394, oficializado em 1995. A tecnologia permitia conectar câmeras, HDs externos e equipamentos profissionais de áudio e vídeo aos computadores.

Durante anos, foi extremamente valorizado por profissionais justamente por conseguir manter transferências de dados muito estáveis. Em determinadas situações, inclusive, apresentava desempenho prático melhor que o USB disponível na mesma época.

O problema foi que o USB acabou se tornando universal. Estava em praticamente todos os computadores, câmeras, impressoras e acessórios. Quando USB 3.0 e Thunderbolt chegaram, a vantagem do FireWire diminuiu ainda mais.

A tecnologia continuava funcionando muito bem, mas perdeu a guerra da popularidade e da padronização.

Zip Drive

Lançado: 1995
Popularização: segunda metade dos anos 1990
Declínio: a partir de 1999
Praticamente desapareceu: primeira metade dos anos 2000

Hoje, 100 MB parecem insignificantes. Em 1995, porém, era uma capacidade impressionante para um dispositivo portátil.

Naquele ano, a Iomega lançou o Zip Drive, enquanto os disquetes convencionais mais comuns armazenavam apenas 1,44 MB. Posteriormente surgiram versões dos discos Zip com 250 MB e até 750 MB.

O equipamento rapidamente ganhou espaço entre profissionais que trabalhavam com arquivos grandes, principalmente nas áreas de design, publicidade e edição. Para transportar projetos e fazer backups, era muito mais prático que uma pilha de disquetes.

Só que os CDs graváveis ficaram baratos, os gravadores se popularizaram e, logo depois, os pen drives começaram a aparecer. A partir do fim dos anos 1990, as vendas começaram a cair rapidamente.

Mais uma vez, não havia necessariamente algo errado com a tecnologia. Surgiram apenas opções mais baratas e convenientes.

Infravermelho nos celulares

Padronização do IrDA: 1994
Popularização: fim dos anos 1990 e início dos anos 2000
Declínio: segunda metade dos anos 2000

Quem utilizou celulares no começo dos anos 2000 provavelmente lembra daquele pequeno sensor escuro instalado na lateral ou na parte superior do aparelho.

Era através dele que dois celulares podiam trocar contatos, fotos, toques e pequenos arquivos usando infravermelho. Para a época, parecia quase futurista: bastava aproximar os dois aparelhos e apontar um sensor para o outro.

Funcionava perfeitamente, mas havia uma limitação importante. Os dispositivos precisavam ficar relativamente próximos e praticamente alinhados, sem obstáculos entre eles.

Quando o Bluetooth se popularizou, essa exigência deixou de fazer sentido. Depois vieram Wi-Fi Direct, serviços de nuvem e sistemas como AirDrop.

O infravermelho não desapareceu por falhar. Ele simplesmente exigia um cuidado que seus sucessores já não exigiam.

TVs de plasma

Tecnologia criada: década de 1960
Popularização doméstica: fim dos anos 1990 e anos 2000
Auge: aproximadamente entre 2005 e 2011
Fim entre grandes fabricantes: 2014

Durante muitos anos, comprar uma televisão de plasma significava levar para casa uma das melhores imagens disponíveis no mercado.

Essas TVs eram conhecidas pelos pretos profundos, ótimo contraste, amplos ângulos de visão e excelente reprodução de movimentos. Por isso, muitos entusiastas de cinema e vídeo preferiam plasma aos primeiros televisores LCD.

O problema estava em outros aspectos. TVs de plasma consumiam mais energia, esquentavam mais, eram mais pesadas e enfrentavam dificuldades para competir comercialmente com os avanços constantes das telas LCD.

Panasonic, Samsung e LG encerraram suas linhas de televisores de plasma ao longo de 2013 e 2014. Foi um fim curioso porque muitos consumidores continuavam elogiando a qualidade da imagem.

O plasma desapareceu não porque tivesse parado de funcionar, mas porque deixou de ser um negócio tão interessante para as fabricantes.

Betamax

Lançado: 1975
Popularização: segunda metade dos anos 1970 e início dos anos 1980
Perdeu espaço: década de 1980
Produção de aparelhos encerrada pela Sony: 2002

O Betamax foi lançado pela Sony em 1975 e entrou para a história como um dos exemplos mais famosos de uma boa tecnologia que perdeu uma disputa comercial.

O sistema oferecia ótima qualidade de imagem e chegou a ser considerado tecnicamente superior ao VHS em alguns aspectos. Mesmo assim, o VHS acabou conquistando mais fabricantes, maior oferta de filmes e tempos de gravação mais longos nos primeiros anos da disputa.

À medida que locadoras e consumidores passaram a adotar o VHS em maior número, comprar um aparelho Betamax se tornou cada vez menos interessante.

A tecnologia continuava funcionando, mas o mercado já havia escolhido outro padrão.

LaserDisc

Lançado comercialmente: 1978
Popularização: anos 1980 e 1990
Declínio: fim dos anos 1990
Produção encerrada: 2009

Muito antes do DVD, o LaserDisc já oferecia filmes em discos ópticos grandes, com qualidade de imagem e som superior às fitas VHS disponíveis na época.

O formato conquistou especialmente cinéfilos e consumidores que buscavam melhor qualidade audiovisual. Algumas edições traziam recursos extras, comentários e versões especiais que mais tarde se tornariam comuns nos DVDs.

Mas havia um problema importante: os discos eram grandes, caros e os aparelhos também custavam bastante. Além disso, muitos filmes precisavam ser virados ou trocados durante a reprodução.

Quando o DVD apareceu oferecendo boa qualidade, tamanho reduzido e preços cada vez menores, o LaserDisc perdeu rapidamente seu espaço.

BlackBerry com teclado físico

Primeiros aparelhos de comunicação: fim dos anos 1990
Popularização mundial: aproximadamente entre 2005 e 2010
Declínio: início da década de 2010
Últimos aparelhos próprios: década de 2010

Durante alguns anos, o BlackBerry foi praticamente sinônimo de celular para trabalho. Seus aparelhos tinham teclado físico completo, sistema de mensagens eficiente, boa segurança e uma experiência de digitação que muitos usuários consideravam superior às primeiras telas sensíveis ao toque.

O teclado físico funcionava tão bem que havia pessoas capazes de escrever mensagens longas praticamente sem olhar para o aparelho.

O problema surgiu quando smartphones como o iPhone e os primeiros aparelhos Android transformaram o celular em uma plataforma muito mais ampla para aplicativos, vídeos, jogos e navegação pela internet.

As telas ficaram maiores e os teclados virtuais melhoraram rapidamente. Aos poucos, reservar boa parte da frente do aparelho para teclas físicas começou a parecer um desperdício de espaço.

O teclado do BlackBerry nunca deixou de funcionar bem. O que mudou foi aquilo que as pessoas esperavam de um smartphone.

No fim das contas, a história da tecnologia está cheia de exemplos assim. Nem sempre o produto que funciona melhor é aquele que sobrevive. Preço, conveniência, compatibilidade, marketing e escala de produção muitas vezes pesam tanto quanto a qualidade técnica.

Tag:Inusitadas
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Sobre o autor

QUEM FAZ Humberto Oliveira tem 50 anos, soteropolitano, amante de esportes, com terceira em Lua de Plutão, na primeira casa em Urano… não suporta astrologia, manuais e jogos de azar.

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