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10 apostas do mercado internacional que acabaram fracassando no Brasil

ONEberto
ONEberto Publicados 22 de fevereiro de 2026
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8 leitura mínima

Nem todo produto nasce para ser um sucesso, mesmo quando tudo indica o contrário. Algumas ideias chegam ao mercado cercadas de expectativa, propaganda pesada e promessa de inovação, mas acabam esbarrando em fatores culturais, decisões ruins ou simplesmente na rejeição do público.

SEGA DREAMCAST

O que era:
O Dreamcast foi o último videogame produzido pela Sega, marcando o fim da empresa no mercado de consoles.

O que era legal:
Tecnicamente, o Dreamcast era excelente para sua época. Tinha gráficos superiores aos do primeiro Playstation, carregamento rápido e jogos bem produzidos. Além disso, o VMU, memory card com tela LCD, era algo extremamente inovador e dava um charme extra ao console, reforçando a sensação de estar à frente do tempo.

Por que não deu certo:
O grande problema foi o timing. O Dreamcast chegou atrasado em vários mercados e rapidamente passou a competir com o Playstation 2, que tinha uma força absurda graças ao sucesso do PS1. Para piorar, Xbox e GameCube entraram na disputa pouco depois. Desenvolvedores migraram para plataformas mais promissoras, jogos foram cancelados e o console acabou sendo, ironicamente, o mais avançado da Sega e o responsável por sua saída definitiva do mercado de consoles.


MR BROWN ICED COFFEE

O que era:
Uma bebida pronta de café com leite gelado, vendida em lata.

O que era legal:
A ideia até parecia moderna, principalmente para quem nunca tinha visto algo do tipo. Para alguns, era prático ter café pronto sem precisar preparar nada.

Por que não deu certo:
O problema foi achar que isso funcionaria no Brasil. Café gelado nunca foi bem aceito por aqui, mesmo em um país quente. Além disso, a bebida era cara, vinha em pouca quantidade e não oferecia nada que não pudesse ser facilmente reproduzido em casa com café solúvel e leite. Resultado: curiosidade inicial e rejeição logo depois.


RUFFLES MAX

O que era:
Uma versão “turbinada” da tradicional Ruffles, com ondulações maiores e temperos mais intensos.

O que era legal:
Visualmente chamava atenção e o sabor barbecue agradava quem gostava de temperos fortes. A proposta era oferecer uma experiência mais intensa.

Por que não deu certo:
Para muita gente, foi intensidade demais. As batatas eram muito grossas, o tempero extremamente forte e cansativo após poucas unidades. Além disso, o preço mais alto afastava consumidores e comerciantes, que preferiam apostar nas versões tradicionais, com saída garantida.


POFFETS

O que era:
Pipoca pronta e temperada da Elma Chips, vendida em pacote.

O que era legal:
Ao contrário do que se imagina, a pipoca realmente era crocante, e os temperos tinham aquele padrão Elma Chips impossível de reproduzir em casa.

Por que não deu certo:
O grande problema era psicológico: pipoca fria não empolga. Depois de um tempo, o sabor enjoava e o tempero ficava impregnado na boca. Além disso, custava o mesmo que uma pipoca de micro-ondas, mas entregava bem menos conteúdo.


CHERRY COKE

O que era:
Uma variação da Coca-Cola com sabor de cereja.

O que era legal:
A campanha de marketing foi pesada e fez parecer que se tratava de algo realmente novo e diferenciado.

Por que não deu certo:
A expectativa criada foi muito maior que a entrega. O sabor era apenas mais doce que a Coca tradicional, com um amargor estranho no final. O gosto de cereja praticamente não existia, o que frustrou muita gente. Para muitos consumidores, era mais fácil optar por um refrigerante mais barato e honesto.


SEGA CD

O que era:
Um acessório que transformava o Mega Drive em um console capaz de rodar jogos em CD.

O que era legal:
Em termos técnicos, era impressionante. Os jogos em CD permitiam trilhas sonoras melhores, mais conteúdo e gráficos superiores ao padrão da época.

Por que não deu certo:
Era literalmente meio console. Para funcionar, precisava ser acoplado ao Mega Drive, encarecendo demais o conjunto. No Brasil, onde quem tinha Mega Drive geralmente o escolhia por ser mais barato que o SNES, o público simplesmente não tinha dinheiro para investir no acessório. O lançamento do PSOne enterrou qualquer chance de recuperação.


TV COM VÍDEO CASSETE

O que era:
Uma televisão com videocassete embutido no mesmo aparelho.

O que era legal:
A praticidade era enorme. Nada de cabos, instalações complicadas ou vários controles remotos. Tudo funcionava em um único aparelho.

Por que não deu certo:
O preço já afastava parte do público, mas o maior problema era a manutenção. Quando o videocassete dava defeito, a TV inteira precisava ir para o conserto. Se a TV quebrava, você também ficava sem vídeo. Isso tornava a compra pouco atraente a longo prazo.


FANTA SABORES

O que era:
Novas versões da Fanta, como maçã e citrus.

O que era legal:
A proposta parecia interessante, já que marcas menores já exploravam sabores diferentes. Vindo da Coca-Cola, a expectativa era alta.

Por que não deu certo:
Mais uma vez, o fator cultural falou mais alto. O público estava acostumado com Fanta Laranja e Uva. Além disso, a aparência dos novos sabores desagradava bastante, dando a impressão de bebida “estranha” ou mal preparada.


FOREVER 21

O que era:
Rede americana de roupas.

O que era legal:
A marca chegou ao Brasil prometendo democratizar a moda jovem com preços baixos.

Por que não deu certo:
Custos de importação, impostos elevados e dificuldades logísticas aumentaram o preço final dos produtos. Na prática, a rede não conseguiu oferecer no Brasil o principal atrativo dos Estados Unidos, o preço baixo.


FIAT PALIO CITYMATIC

O que era:
Uma versão do Palio com câmbio manual sem pedal de embreagem.

O que era legal:
Eliminava erros comuns de troca de marcha e facilitava a vida de quem tinha dificuldade com embreagem, especialmente em subidas.

Por que não deu certo:
O diferencial virou problema. O motorista sentia que faltava algo no carro. A ausência do pedal confundia, incomodava e tirava a sensação de controle. O pé esquerdo ficava “sem função”, o que irritava mais do que errar a embreagem em um câmbio tradicional.

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Mari
Mari
19 anos atrás

Meu pai teve um pálio desses, até hj ele se queixa.. hahahahaha

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juju
juju
19 anos atrás

Adorei a materia.

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Luciano Sima
Luciano Sima
19 anos atrás

Cabe na lista o tal do “Vaporetto”.

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Carol
Carol
19 anos atrás

Uau! Que cheiro de infência!!!!
Nossa…muitas coiisas nessa lista me deram saudade. É claro q eu, tenho um gosto peculiar, pois eu amava a Cherry Coke e a Fanta Citrus, porem esta ultima me causou algumas úlceras estomacais no fim da minha conclusão do Ensino Médio….
Aquela Ruffle Max, realmente não era muito boa…Mas a Ruffles queijo parmesão era uma delícia!!!!
Esse KFC nem lembrava muito, mas hoje em dia existem os fast-foods que vendem o mesmo frango, mas para evitar a falência eles diversificam mais o cardápio…

O Palio sem embreagem????Meu sonho….eu nunca sei o q fazer com aquele pedal…ou eu solto demais , ou prendo demais….

😉

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MARCOS
MARCOS
19 anos atrás

O MR BROWN AINDA É VENDDIDO ?? PORR FAVORR SE ALGUEM SOUBER ONDE ENCONTRAR ME AVISEEE !!! EU SOU UM FÃ INVETERADO DE CAFÉS GELADOS.. ATUALEMNTE , EU ANDO IMPORTANDO OS FRAPUCCINOS DA STARBUCKS.. MAS TA MEIO PESADO !!!!!

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Bene
Bene
19 anos atrás

MR BROWN ICED COFFEE , outra coisa que levou ao fracasso foi o sabor. Brasileiro gosta de CAFÉ, aquilo é um CHAFÉ… fraquinho, fraquinho…

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Carlos
Carlos
19 anos atrás

No caso da Cherry Coke, a intenção da Coca-Cola era produzir um produto similar ao refrigerante mais vendido do mundo sem que houvesse a adição de cocaína, como ocorre hoje com a Coca-Cola normal. Afinal, por que vc acha que a fórmula é um absoluto segredo até hoje? Por causa da cocaína, vinda da Bolívia e Peru e que tem cada vez mais restrições do governo americano para sua entrada naquele território. Fez pouco sucesso também nos EUA, mas a Coca-Cola (e a Pepsi também) continuam buscando fórmulas que substituam aquela sensação de “língua presa” que a cocaína produz.

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Mau
Mau
19 anos atrás

Eu tenho uma TV Sony com videocassete embutidos e ela nunca quebrou, nem um nem outro…
São muitos anos com uma belíssima imagem e muita praticidade.

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WN'R
WN'R
19 anos atrás

Po.. o KFC eh legal.. e num sumiu não
tem 2 aqui perto de onde eu moro, e varios espalhados pelo resto do RJ

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Rachel
Rachel
19 anos atrás

po eu tive uma tv com video q durou mais de 15 anos, foi pifar agora a pouco tempo

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Brazzucca(r)
Brazzucca(r)
19 anos atrás

Discordo ou amenizo….
Eu tenho o dreamcast e não me arrependo,
meu 1º foi o Mega e não pq era coisa de falta de grana,
e sim pq o SNES apesar de títulos a mais, por conta das 1001 utilidades do mario,
eu prefiria os jogos da seja, mesmo as versões dele,
ainda que eu procurei o Sega CD e o 32x, na minha região vinha p nenhuma, viva o Gens!…
TV+VHS, a pouco ainda tinha, em breve é TV+DVD, nunca vi uma TV dessa numa assistência.
Ruffles Max, acho que já experimentei, mas duvido que tenha muito corajoso que nem eu, em comer um pacote de Ruffles tradicional ou cebola, de 50g, com molho de pimente em todas as batatas ao invés de ketchup(odeio!) e não sofrer do intestino, ter diarréia, etc, pelo menos 1 vez por semana vai um, e nunca me senti mal.
Poffets, nunca vi ou lembro, eca.
cherry Coke, nuca vi, eca.
fFanta, a definição caiu bem.
KFC, nunca houvi se quer falar.
Palio, ah bração!

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Cobra
Cobra
19 anos atrás

Ppô….a Fanta Citrus era o melhor refrigerante de todos os tempos….minhas baladas eram regadas à Fanta Kriptonita…..

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Monique
Monique
15 anos atrás

Mais respeito com a Ruffles Max Barbecue!

Essa batata era surpreendentemente maravilhosa e irresistível!
Clamo para que ela volte a circular!

Muito ajuda quem não atrapalha.
Valew

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Edson Reinaldo Fernandes
Edson Reinaldo Fernandes
12 anos atrás

O tv com videocassete ao invés de ficar mais barato custava mais que uma tv e um video cassete separados. Você estava comprando uma tv sem sintonizador mais um videocassete. Ou seja, só acrescentaram o cinescópio ao video cassete. Eles economizavam na matéria prima, porém cobravam mais caro.

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benny
benny
12 anos atrás

eu era viciado na Ruffles Max Barbecue, e nem era tao forte assim, ate hoje sinto falta…

ESTIVE AKI EM 2014, VOLTAREI EM 2020.

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Fabiano
Fabiano
10 anos atrás

Fanta maçã era da hora.

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Roberto
Roberto
9 anos atrás

cherry coke era muito boa. pena que ano passado quando lanaram a edicao limitada da cherry não fizeram chery coke zero.

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Marcel
Marcel
8 anos atrás

Cheguei tarde na matéria, estava pesquisando a volta de Fanta Citrus… Kkkkk
Discordo dos refrigerantes, Fanta Citurs era sencacional para qm nao tem paladar adocicado, tinha 12 anos na epoca do lançamento e era meu sabor preferido, discordo q tinha pouco corante, afinal como um outro ostou aqui antes lembrava muito Kriptonita (maçã realmente tinha cora apatica e o sabor era fraco). Agora Cherry Coke era uma completa delicia, no seu lançamento era criança e nao entendia inglês, nao fazia idéia q era um produto de cereja, nao me fazia diferença, era meu refrigerante favorito na infancia (ate pra minha surpresa pararei de produzir) junto com a pepsi twist.

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Mulambo
Mulambo
1 mês atrás

Experimentei a “Cherry Coke” em 1996, não senti diferença da Coca padrão. Saudade da Fanta Maça em 2002.

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Sobre o autor

QUEM FAZ Humberto Oliveira tem 50 anos, soteropolitano, amante de esportes, com terceira em Lua de Plutão, na primeira casa em Urano… não suporta astrologia, manuais e jogos de azar.

Instagram: @one.berto

Mail: [email protected]

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