Em 2025, alguns dos lançamentos mais aguardados da Disney acabaram virando combustível para debates acalorados na internet. Entre remakes polêmicos, mudanças inesperadas de personagens e cortes que irritaram fãs, cinco produções do estúdio dominaram as discussões nas redes sociais por motivos bem diferentes do esperado. A seguir, você confere um resumo objetivo das principais controvérsias que transformaram esses filmes em assunto quente do ano.
Branca de Neve

A refilmagemda clássica história da princesa gerou críticas por causa da escolha da atriz latina Rachel Zegler no papel de Branca de Neve, o que para alguns fãs conflita com a descrição original do conto (“pele branca como a neve”).
A atriz fez declarações públicas dizendo que o filme original tinha “ideias antiquadas sobre mulheres em poder” e que a personagem não “seria salva por um príncipe”, o que provocou grande polarização.
Outro ponto de polêmica foi a decisão de usar personagens “anões” em CGI ao invés de atores com nanismo, gerando acusações de exclusão da comunidade de pessoas com nanismo.
O resultado: orçamento enorme (US$240-270 milhões) e desempenho de bilheteria abaixo das expectativas — considerado por muitos um “bom flop”.
Moana

A versão live-action do filme de animação atraiu críticas principalmente pela primeira imagem/teaser que mostrava a atriz samoana Catherine Laga’aia com um visual diferente do que muitos fãs esperavam, gerando acusações de falta de fidelidade ao original.
Alguns internautas alegaram que a nova versão “desrespeitava” a herança cultural do original, enquanto outros acusaram os críticos de racismo por questionarem a escalação da atriz samoana. As críticas se concentraram principalmente em seu cabelo: no filme, Moana tem cachos grossos e fechados, enquanto o teaser do live-action mostrava a atriz com ondas mais soltas e fios mais lisos.
A controvérsia ilustra o dilema enfrentado por grandes estúdios ao equilibrar originalidade, inclusão e expectativa de fãs.
Lilo & Stitch

A refilmagem live-action do clássico da Disney enfrentou retaliação porque um dos personagens icónicos, o alienígena Agent Pleakley — que no original se disfarçava casualmente usando vestido e peruca — teve essa característica retirada na nova versão.
O diretor Dean Fleischer Camp declarou em vídeo que tentou manter esse visual, mas “não foi permitido pela produção/stúdio”, o que alimentou a frustração dos fãs.
Muitos consideraram essa mudança como um retrocesso em termos de representatividade ou de diversão do original, e também se queixaram da saturação de remakes pela empresa.
Elio

Produzido pela Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures, o filme veio com acusações de que versões iniciais mostravam o personagem-título com traços visuais e comportamentais assumidos como LGBTQ+, mas que essas partes teriam sido cortadas ou suavizadas antes da estreia.
Ex-membros da equipe afirmaram que o diretor original foi substituído, que o filme testou mal (uma exibição revelou que ninguém pretendia pagar para ver) e que o desempenho de bilheteria foi um dos piores da Pixar.
Em resumo: um filme com controvérsia interna, cortes percebidos, expectativas baixas de público e resultado decepcionante.
Versa

A curta foi concebida a partir da experiência pessoal do animador Malcolm Pierce e sua esposa, após a perda de seu filho recém-nascido, e explora o luto, o amor, a perda e a cura.
Entretanto, em redes sociais a obra foi alvo de críticas severas — alguns usuários a descreveram como “propaganda de procriação heterossexual” (heterosexual breeding propaganda), alegando que uma cena ilustrava explicitamente um casal hétero grávido iluminado entre estrelas, o que gerou debate sobre o que é “adequado para crianças”.
O impacto: uma discussão inesperada para uma curta emocional, mostrando como mesmo projetos menores da Disney podem entrar no radar da cultura de cancelamento / polêmica.

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