Algumas lembranças são tão fortes que não precisam nem de vídeo. Basta olhar para uma fotografia e, quase instantaneamente, o cérebro parece completar a cena com sons que estavam guardados havia décadas.
Quem viveu a infância ou a adolescência nos anos 80 e 90 provavelmente vai entender perfeitamente. Veja algumas imagens que praticamente vêm acompanhadas de trilha sonora.
O barulho da internet discada conectando
Antes de Wi-Fi, fibra óptica e internet no celular, entrar na internet era quase um pequeno ritual. Depois de clicar para conectar, começava aquela sequência inesquecível de chiados, apitos e ruídos metálicos produzidos pelo modem. Quem viveu essa época provavelmente consegue “escutar” o som só de olhar para a imagem de um computador antigo com um modem ao lado.
E havia outro detalhe: enquanto alguém estivesse conectado, normalmente o telefone da casa ficava ocupado.
A fita VHS entrando no videocassete
Colocar uma fita VHS no aparelho tinha um som bastante característico. A fita era empurrada para dentro, o mecanismo puxava o cassete e, alguns segundos depois, começava aquele barulho baixo do videocassete trabalhando.
Também havia um som que muita gente lembra ainda melhor: o da fita sendo rebobinada. Assistir a um filme em casa significava, muitas vezes, esperar vários minutos até que a fita voltasse completamente para o início.
O telefone de disco voltando para o lugar
Quem usou telefone de disco provavelmente consegue lembrar exatamente do som. Você colocava o dedo no número desejado, girava o disco até o final e soltava. Então vinha aquele característico “trrrrrrr”, enquanto o disco retornava lentamente para sua posição original.
Para ligar para alguém era preciso repetir isso número por número. Errar um dígito quase no final era uma pequena tragédia.
O videogame sendo ligado na televisão
Para muita gente, poucas coisas trazem tanta nostalgia quanto a imagem de um Atari, Master System, Mega Drive ou Super Nintendo conectado a uma televisão de tubo. E dependendo do console, é praticamente impossível não ouvir mentalmente alguma música clássica de abertura.
Bastavam poucos segundos para uma sala comum virar pista de corrida, campo de batalha ou cenário de aventura.
O rebobinar de uma fita cassete
Muito antes das playlists digitais, ouvir música também exigia certa paciência. Nas fitas cassete, avançar ou voltar para encontrar uma música significava apertar os enormes botões do aparelho e esperar. O motor começava a girar rapidamente, produzindo aquele ruído mecânico inconfundível.
Quem queria economizar pilhas do walkman ainda desenvolveu uma técnica alternativa bastante conhecida: colocar uma caneta ou lápis no buraco da fita e girar manualmente.
Provavelmente basta olhar para uma foto de uma fita cassete e uma caneta Bic lado a lado para ouvir essa cena inteira dentro da cabeça.

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