Durante décadas, o cinema tentou imaginar como seria a vida no futuro. Carros que dirigem sozinhos, computadores capazes de conversar com humanos, chamadas de vídeo, reconhecimento biométrico, anúncios personalizados e aparelhos que poderiam ser usados no próprio corpo pareciam invenções distantes.
O curioso é que várias dessas ideias deixaram de parecer tão absurdas. Algumas não chegaram exatamente da maneira mostrada nos filmes, mas estão próximas o suficiente para fazer determinadas cenas antigas parecerem muito menos futuristas hoje.
2001: Uma Odisseia no Espaço
O filme de 1968 mostrou dispositivos muito parecidos com tablets, chamadas de vídeo e um computador capaz de conversar naturalmente com humanos.
Hoje, tablets e videochamadas são comuns, enquanto assistentes de inteligência artificial já conseguem manter conversas por texto e voz.
Blade Runner
Lançado em 1982, mostrou cidades tomadas por grandes telas digitais, sistemas avançados de identificação e máquinas cada vez mais parecidas com seres humanos.
Boa parte disso já aparece no nosso cotidiano através de painéis digitais, biometria, reconhecimento facial e conteúdos gerados por inteligência artificial.
De Volta para o Futuro 2
O filme imaginou 2015 com videochamadas, comandos de voz, telas planas, dispositivos semelhantes a óculos inteligentes e identificação por biometria.
Errou nos carros voadores, mas acertou em várias tecnologias que hoje são completamente normais.
O Vingador do Futuro
Um dos destaques era o Johnny Cab, um táxi capaz de transportar passageiros praticamente sem motorista.
Hoje, carros autônomos já fazem corridas comerciais em algumas cidades. O filme também mostrou scanners corporais e dispositivos eletrônicos usados no pulso.
O Demolidor
O futuro imaginado em 1993 tinha chamadas de vídeo, carros automatizados, comandos por voz e uma sociedade cada vez mais dependente de sistemas digitais.
Hoje conseguimos chamar um carro, pagar compras e controlar vários dispositivos usando apenas o celular ou a voz.
Minority Report
O filme mostrou telas controladas por gestos, reconhecimento de pessoas e propagandas personalizadas de acordo com quem estava passando.
Hoje já temos sensores gestuais, reconhecimento biométrico e anúncios definidos com base no comportamento e nos interesses de cada usuário.
Her
Em 2013, o filme imaginou uma inteligência artificial capaz de conversar, aprender sobre o usuário e se tornar uma companhia constante.
Pouco mais de uma década depois, conversar diariamente com sistemas de inteligência artificial deixou de ser ficção científica.
Acho que esse formato funciona melhor porque mantém o foco na comparação: o que parecia futurista no filme e o que já existe hoje.

QUEM FAZ