Ter alguns milhões na conta parece ser a garantia de que os problemas financeiros acabaram para sempre. Só que algumas histórias brasileiras mostram exatamente o contrário. Negócios que deram errado, gastos exagerados, investimentos ruins e até golpes fizeram pessoas que chegaram a viver cercadas de dinheiro perderem praticamente tudo o que tinham.
Eike Batista

É provavelmente o caso mais impressionante do Brasil. Em 2012, Eike Batista chegou a possuir uma fortuna estimada em cerca de US$ 30 bilhões e apareceu entre as pessoas mais ricas do planeta. Seu império reunia empresas de petróleo, mineração, logística, energia e construção naval.
O problema começou quando algumas das grandes expectativas em torno de seus negócios, principalmente da petrolífera OGX, não se concretizaram. As ações despencaram, empresas do grupo entraram em recuperação ou falência e bilhões de dólares desapareceram de sua fortuna em pouco tempo. O homem que chegou a dizer que pretendia ser o mais rico do mundo passou a viver uma realidade financeira completamente diferente.
Perivaldo

Quem acompanhou o futebol brasileiro no final dos anos 1970 e começo dos anos 1980 provavelmente se lembra de Perivaldo. O lateral jogou por Bahia, Botafogo, Palmeiras e chegou à Seleção Brasileira. Na época, ganhou muito dinheiro, comprou carros, roupas caras e viveu como uma estrela.
Décadas depois, sua situação era completamente diferente. Perivaldo acabou vivendo nas ruas de Lisboa e vendendo roupas e objetos usados em uma feira para sobreviver. Ele próprio admitiu que havia sido milionário, mas perdeu o dinheiro com gastos excessivos, bebidas, relacionamentos e negócios malsucedidos. Posteriormente recebeu ajuda para retornar ao Brasil.
Jorginho Guinle

Jorginho Guinle não precisou construir sua fortuna. Nasceu em uma das famílias mais ricas do Brasil, ligada a negócios como o Porto de Santos e o Copacabana Palace. Durante décadas, viveu entre hotéis luxuosos, viagens internacionais, festas e estrelas de Hollywood.
Depois da morte do pai, continuou mantendo o mesmo padrão de vida utilizando a herança e vendendo os bens que havia recebido. O patrimônio foi diminuindo até praticamente desaparecer. Nos últimos anos de vida, Guinle já não possuía a fortuna que havia financiado décadas de extravagâncias. A Folha registrou na época de sua morte que ele havia perdido tudo e chegou a depender da ajuda de amigos.
Edemar Cid Ferreira

Durante muitos anos, Edemar Cid Ferreira viveu como um dos grandes banqueiros brasileiros. Fundador do Banco Santos, possuía uma enorme coleção de obras de arte e uma mansão que se tornou símbolo de seu patrimônio.
A situação mudou completamente depois que o Banco Central decretou intervenção no Banco Santos em 2004 e posteriormente sua liquidação. Na época, foi identificado um rombo bilionário na instituição. A queda do banco levou ao bloqueio e à disputa judicial de vários bens de Edemar, incluindo imóveis e sua famosa coleção de arte.
A trajetória ficou marcada justamente pelo contraste entre uma vida de enorme riqueza e a ruína financeira que acompanhou a quebra do banco.

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