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8 treinamentos militares tão extremos que parecem impossíveis

ONEberto
ONEberto Publicados 28 de setembro de 2026
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7 leitura mínima

Treinamento militar nunca foi sinônimo de conforto. Mas algumas forças armadas levam seus soldados a situações tão extremas que as imagens parecem retiradas de filmes: dias praticamente sem dormir, marchas de dezenas de quilômetros carregando equipamento, rastejamento sobre pedras, sobrevivência na selva e operações em montanhas congeladas.

O objetivo não é apenas testar força física. Muitos desses cursos tentam descobrir se o militar ainda consegue pensar, trabalhar em equipe e cumprir uma missão quando está exausto, com frio, fome ou sob forte pressão psicológica.

Road to Heaven, os frogmen de Taiwan

O treinamento dos integrantes da Amphibious Reconnaissance and Patrol Unit, unidade de elite dos fuzileiros navais de Taiwan, possui uma etapa que ficou mundialmente conhecida como Road to Heaven, ou “Estrada para o Céu”.

Antes de chegar nela, os candidatos passam vários dias praticamente sem descanso, enfrentando longas caminhadas, exercícios físicos e muitas horas dentro da água. No desafio final, precisam percorrer aproximadamente 100 metros rastejando e executando movimentos sobre pedras e concreto extremamente ásperos.

O resultado são imagens impressionantes, com os militares chegando ao final do percurso cobertos de arranhões e ferimentos. Apesar da aparência brutal, a etapa faz parte de um processo pensado para testar resistência física e mental depois de vários dias de exaustão.

Hell Week, dos Navy SEALs

Talvez seja o treinamento militar extremo mais conhecido do mundo. A Hell Week, ou “Semana do Inferno”, acontece durante o BUD/S, processo de formação dos candidatos aos Navy SEALs dos Estados Unidos.

Durante vários dias seguidos, os participantes enfrentam exercícios praticamente contínuos, com pouquíssimas horas de sono. Corridas, natação, água gelada, areia, transporte de barcos e atividades em grupo são repetidas enquanto o cansaço se acumula.

A intenção não é simplesmente descobrir quem é mais forte. Os instrutores querem observar quem consegue continuar funcionando, tomando decisões e ajudando os companheiros quando o corpo está praticamente pedindo para parar.

Cobra Gold, sobrevivência na selva da Tailândia

Todos os anos, militares de diferentes países participam do Cobra Gold, um grande exercício multinacional realizado na Tailândia. Uma das partes que mais chama atenção é o treinamento de sobrevivência na selva ministrado por militares tailandeses.

Os participantes aprendem a localizar água, identificar plantas comestíveis, produzir fogo e lidar com animais encontrados na região. Cobras fazem parte das demonstrações e, em algumas edições, soldados também participaram da tradição de experimentar sangue de cobra.

A cena costuma viralizar, mas faz parte de um conjunto muito maior de técnicas destinadas a manter alguém vivo caso fique isolado em uma região de selva.

Commando Tests, dos Royal Marines

Para conquistar a famosa boina verde dos Royal Marines, no Reino Unido, os candidatos precisam superar uma sequência de testes físicos bastante exigentes. Entre eles está uma marcha rápida de nove milhas, aproximadamente 14,5 quilômetros, que deve ser realizada em 90 minutos carregando equipamento e arma.

Existe ainda o Tarzan Assault Course, com obstáculos, cordas e estruturas elevadas. Mas o teste mais famoso acontece em Dartmoor: são 30 milhas, cerca de 48 quilômetros, que precisam ser completadas em até oito horas enquanto o militar transporta equipamento e armamento.

E esse desafio acontece somente depois de meses de preparação.

Curso de Operações na Selva, do Exército Brasileiro

O Brasil também possui um dos treinamentos mais exigentes nesse tipo de ambiente. O Curso de Operações na Selva, realizado pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva, o CIGS, prepara militares para operar em plena Amazônia.

O candidato precisa dominar navegação, deslocamento em mata fechada, sobrevivência, combate, travessia de cursos d’água e infiltrações em regiões onde calor, umidade, insetos e vegetação transformam qualquer atividade simples em um desafio.

Durante a preparação, existem inclusive atividades de orientação fluvial, infiltração aquática noturna e transposição de rios.

É um ambiente em que conhecer a selva pode ser tão importante quanto estar fisicamente preparado.

SERE, o treinamento em que fugir faz parte da missão

SERE significa Survival, Evasion, Resistance and Escape: sobrevivência, evasão, resistência e fuga. O treinamento é utilizado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos para preparar militares que possuem maior possibilidade de ficar isolados ou serem capturados durante uma missão.

Os participantes aprendem técnicas de sobrevivência, deslocamento sem serem encontrados e procedimentos que podem ser utilizados em situações de captura.

Parte do treinamento é propositalmente realizada sob condições de forte desgaste físico e psicológico.

Nesse caso, o desafio não é levantar mais peso ou correr mais rápido. É continuar raciocinando quando praticamente tudo ao redor foi planejado para gerar pressão.

CEFE, a selva da Legião Estrangeira Francesa

Na Guiana Francesa funciona o Centre d’Entraînement en Forêt Équatoriale, conhecido pela sigla CEFE. O centro pertence ao 3º Regimento Estrangeiro de Infantaria da Legião Estrangeira Francesa, unidade especializada em operações na selva.

Ali, militares treinam técnicas de sobrevivência, deslocamento e combate em floresta equatorial. O próprio Exército francês considera o local uma referência para preparação militar em ambiente de selva, com décadas de experiência acumulada e dezenas de milhares de militares que já passaram por seus treinamentos.

Calor, umidade, rios, lama e vegetação fechada transformam o terreno em parte do desafio.

Advanced Military Mountaineer, o treinamento nas montanhas congeladas

No estado americano de Vermont funciona a Army Mountain Warfare School, escola especializada em preparar soldados para operações em regiões montanhosas. Existe uma versão de inverno do Advanced Military Mountaineer Course voltada justamente para situações de frio intenso.

Os militares precisam aprender a liderar pequenos grupos através de terrenos montanhosos classificados como tecnicamente difíceis, perigosos ou expostos.

Isso significa transportar mochilas durante longos períodos em regiões cobertas de neve, dominar técnicas de montanhismo e saber operar onde uma queda ou uma mudança repentina no clima pode transformar rapidamente uma missão em emergência.

A própria documentação do curso alerta que a formação é física e mentalmente exigente.

Tag:Inusitadas
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Sobre o autor

QUEM FAZ Humberto Oliveira tem 50 anos, soteropolitano, amante de esportes, com terceira em Lua de Plutão, na primeira casa em Urano… não suporta astrologia, manuais e jogos de azar.

Instagram: @one.berto

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