Um vestido rosa, um sinalizador no estádio e uma foto ao lado do presidente. Parece improvável, mas esses episódios foram suficientes para colocar pessoas no centro das atenções do Brasil. Depois vieram capas de revistas, entrevistas, realities e até mudanças completas de profissão. Relembre oito histórias em que a fama chegou por um caminho bem inesperado.
Geisy Arruda: um vestido rosa e uma universidade em polvorosa

Em outubro de 2009, Geisy Arruda foi hostilizada por usar um vestido curto na Uniban, em São Bernardo do Campo. A estudante de turismo precisou sair escoltada pela polícia, e a universidade chegou a anunciar sua expulsão. Os vídeos do episódio provocaram indignação e uma discussão nacional sobre machismo.
A exposição abriu as portas da televisão. Geisy participou de A Fazenda, fez ensaios para revistas masculinas e se tornou presença frequente em programas de entretenimento. Anos depois, encontrou nas redes sociais e nas plataformas de conteúdo adulto uma forma de manter a carreira. Também publicou contos eróticos e, em setembro de 2026, seguia dando entrevistas sobre seu trabalho.
Rosenery Mello: a Fogueteira do Maracanã

Durante Brasil e Chile, pelas eliminatórias da Copa, em setembro de 1989, Rosenery lançou um sinalizador que caiu no gramado do Maracanã. O goleiro chileno Roberto Rojas fingiu ter sido atingido, mas depois ficou comprovado que ele próprio havia feito um corte no rosto. A confusão tornou a torcedora conhecida internacionalmente.
Apelidada de “Fogueteira do Maracanã”, Rosenery foi parar na capa da Playboy. Segundo a Folha, recebeu US$ 40 mil pelo ensaio. A fama, porém, não se transformou em uma carreira duradoura. Nos últimos anos de vida, morava em Araruama, no Rio de Janeiro, onde tinha um bar. Morreu em junho de 2011, aos 45 anos, após um aneurisma cerebral.
Lilian Ramos: a foto que agitou o Carnaval e Brasília

Lilian já trabalhava como modelo e atriz quando foi fotografada ao lado do presidente Itamar Franco no Carnaval de 1994. O registro, que ficou conhecido por mostrá-la sem calcinha, estampou jornais e revistas e virou uma enorme polêmica. De repente, seu nome estava tanto nas páginas de entretenimento quanto nas de política.
A repercussão também trouxe ataques, e Lilian deixou o Brasil meses depois. Na Itália, reconstruiu a carreira com capas de revistas, editoriais e participações em programas humorísticos. Uma reportagem publicada em fevereiro de 2026 a descrevia ainda morando no país e trabalhando com revistas e editoriais.
Débora Rodrigues: do MST à televisão e às pistas

Débora ganhou atenção da imprensa em 1997, quando integrava o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Apelidada de “musa dos sem-terra”, recebeu um convite para posar na Playboy e estampou a edição de outubro daquele ano. Pouco depois, já era uma das apresentadoras do Fantasia, no SBT.
A mudança mais curiosa veio na sequência: Débora virou celebridade, posou para revista masculina, fez participação em novelas e construiu uma carreira como piloto de caminhões, ficou milionária. Também participou do reality Mulheres Ricas, mostrando uma vida bastante diferente daquela do início da fama. Em agosto de 2026, uma reportagem registrou seu retorno à Copa Truck após uma pausa.
Denise Rocha: o Furacão da CPI

Em 2012, Denise Rocha era advogada e assessora parlamentar quando um vídeo íntimo divulgado sem seu consentimento ganhou repercussão durante a CPI do Cachoeira. O episódio provocou uma exposição enorme, e ela acabou exonerada. A imprensa passou a chamá-la de “Furacão da CPI”.
Naquele mesmo ano, Denise foi capa da Playboy. Em 2013, entrou em A Fazenda e terminou a sexta edição como vice-campeã. Depois, manteve presença nas redes sociais e passou a produzir conteúdo adulto por assinatura, atividade citada em reportagens de 2026. A fama iniciada de forma involuntária acabou dando origem a uma nova profissão.
Mônica Veloso: das manchetes políticas à capa de revista

Mônica já era jornalista e apresentadora, mas ganhou projeção nacional em 2007, quando seu relacionamento com Renan Calheiros e as questões envolvendo o pagamento da pensão da filha entraram no centro de uma crise política. Seu rosto passou a aparecer em jornais, revistas e programas de televisão.
Em outubro daquele ano, foi capa da Playboy. Também lançou o livro O Poder que Seduz e, em 2008, assumiu a apresentação do programa automobilístico Vrum, exibido pelo SBT, do qual saiu em 2012.
Catarina Migliorini: o leilão que virou notícia no mundo

Em 2012, Catarina Migliorini chamou atenção ao anunciar um leilão de sua virgindade como parte do projeto de documentário Virgins Wanted. A proposta provocou debates, entrevistas e repercussão internacional. Poucos meses depois, ela já estampava a capa da Playboy de janeiro de 2013.
Mas o desfecho foi diferente do anunciado: Catarina afirmou que o negócio não havia sido concretizado e que não recebera o dinheiro. Participou do Na Moral, na Globo, e voltou ao assunto em uma entrevista a Gugu Liberato, em 2015.
Jéssica Lopes, a “Peladona de Congonhas”

Antes do apelido, Jéssica Lopes foi professora de matemática em Porto Alegre e já buscava espaço na televisão. Mas foi em 2012, ao ser fotografada trocando de roupa dentro de um carro no estacionamento do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que ganhou projeção. Na época, contou que estava atrasada para um teste de TV e precisava vestir outra roupa. O episódio rendeu um apelido que passou a acompanhá-la nas manchetes.
Seu currículo inclui participações em Casa Bonita e Vida de Mallandro, do Multishow, além de ensaios para revistas masculinas. Em 2019, anunciou um ensaio para a Playboy portuguesa como sua despedida das fotos nuas. Em outubro de 2024, uma reportagem do Jornal de Brasília informou que ela vivia em Londres e seguia trabalhando como modelo. Na ocasião, Jéssica retornava às redes sociais após um afastamento que atribuiu à perseguição de um stalker.

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