Quando a polícia entrou no apartamento de Jeffrey Dahmer, em julho de 1991, encontrou uma cena assustadora. O local escondia dezenas de objetos utilizados pelo assassino, além de evidências de seus crimes.
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Mas o que aconteceu com todos aqueles objetos depois que o apartamento foi esvaziado? A resposta envolve uma disputa judicial, uma fortuna em dinheiro e uma decisão surpreendente.

A resposta envolveu uma disputa judicial, a possibilidade de um leilão milionário e uma decisão surpreendente.
A geladeira, o freezer e as ferramentas

Entre os objetos recolhidos estavam uma geladeira, um freezer, serras, facas, uma furadeira, algemas e um grande tambor utilizado para armazenar substâncias químicas.
Os equipamentos foram apreendidos pela polícia e permaneceram sob custódia das autoridades enquanto o caso era investigado.
O FBI também participou das análises, examinando evidências físicas e materiais que poderiam ajudar a identificar as vítimas e esclarecer os crimes.
Os objetos quase foram vendidos em um leilão
Em 1996, dois anos depois da morte de Dahmer na prisão, uma decisão judicial abriu caminho para que seus pertences fossem vendidos.
A intenção era utilizar o dinheiro arrecadado para compensar financeiramente famílias das vítimas.
A lista de possíveis itens à venda incluía desde objetos comuns, como roupas, móveis e discos, até instrumentos relacionados aos assassinatos.
Advogados envolvidos no processo chegaram a considerar que a coleção poderia alcançar US$ 1 milhão, impulsionada pelo interesse de colecionadores de objetos ligados a crimes famosos.
Um empresário pagou mais de US$ 400 mil para destruir tudo

A ideia do leilão provocou indignação em Milwaukee.
O empresário Joseph Zilber liderou uma campanha para impedir que os pertences do assassino se transformassem em peças de coleção ou atrações de museus.
Com a ajuda de outros empresários, conseguiu reunir US$ 407.225 para comprar o conjunto de objetos.
As famílias envolvidas aceitaram a proposta. Em junho de 1996, os materiais adquiridos foram destruídos, encerrando a possibilidade daquele leilão.
A decisão tinha um objetivo claro: evitar que os crimes de Dahmer se transformassem em um negócio baseado na curiosidade do público.
E as fotografias encontradas no apartamento?

Os policiais também encontraram fotografias Polaroid que Dahmer havia tirado de suas vítimas.
Essas imagens tiveram importância nas investigações, mas não faziam parte dos objetos destinados ao leilão de 1996.
O material foi tratado como evidência criminal. Embora algumas imagens associadas ao caso tenham circulado posteriormente na internet, não há confirmação de que todas as fotografias originais tenham tido o mesmo destino dos pertences destruídos.
Até o prédio onde Dahmer morava desapareceu

O apartamento 213 ficava no edifício Oxford Apartments, localizado na North 25th Street, em Milwaukee.
Depois da descoberta dos crimes, o prédio atraiu curiosos e se tornou uma lembrança dolorosa para os familiares das vítimas.
Em 1992, o edifício foi demolido. O terreno permaneceu sem construções por décadas, apesar de propostas para dar uma nova finalidade ao espaço.
Assim, tanto o local dos crimes quanto os principais objetos apreendidos acabaram desaparecendo.
E existe um detalhe importante: embora o lote de pertences adquirido em 1996 tenha sido destruído, isso não significa que todos os documentos, fotografias investigativas ou objetos que algum dia pertenceram a Dahmer tenham desaparecido.

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