Em julho de 1979, Saddam Hussein convocou a cúpula do Partido Baath para uma reunião que, à primeira vista, parecia apenas mais um ato formal de transição de poder. Pouco tempo antes, ele havia assumido oficialmente a presidência do Iraque, substituindo Ahmed Hassan al-Bakr. O encontro, porém, tomou um rumo completamente inesperado quando Saddam anunciou a descoberta de uma suposta conspiração interna. Um a um, nomes foram lidos em voz alta, enquanto o clima no salão se tornava cada vez mais pesado, revelando que aquela reunião não era apenas política, mas um recado claro de quem realmente mandava no país.
O evento foi gravado e transmitido, transformando-se em uma peça central da propaganda do regime e marcando o início de um governo baseado no medo, na lealdade forçada e na eliminação sistemática de adversários. A partir daquele dia, Saddam consolidou seu poder absoluto, silenciando qualquer oposição dentro do partido e do Estado. O episódio não apenas redefiniu o futuro do Iraque, como também mostrou ao mundo o método brutal que guiaria o regime nas décadas seguintes, com consequências profundas para a população e para a estabilidade de toda a região.

QUEM FAZ
Todos faziam parte daquilo. Os que morreram, não eram inocentes.