O corpo humano consegue suportar situações impressionantes, mas também possui limites bastante claros. Falta de oxigênio, temperaturas extremas, desidratação e níveis elevados de radiação podem colocar nossa vida em risco rapidamente.
No reino animal, porém, existem criaturas capazes de enfrentar condições que seriam fatais para nós. Algumas congelam quase completamente, outras sobrevivem com pouquíssimo oxigênio e há até aquelas capazes de resistir ao vácuo do espaço.
Rato-toupeira-pelado

O rato-toupeira-pelado vive em túneis subterrâneos, onde a quantidade de oxigênio pode ser muito menor do que na superfície. Por causa desse ambiente, seu organismo desenvolveu adaptações impressionantes para suportar a falta de ar. Em experimentos, esses animais conseguiram sobreviver por cerca de 18 minutos sem oxigênio, algo que seria extremamente perigoso para um ser humano.

Quando o oxigênio desaparece, o organismo do rato-toupeira-pelado consegue alterar temporariamente a maneira como produz energia. Esse mecanismo ajuda suas células a continuar funcionando em uma situação que normalmente provocaria danos graves ao cérebro e a outros órgãos de um mamífero.
Rã-da-floresta

A rã-da-floresta possui uma das estratégias de sobrevivência mais impressionantes da natureza: ela consegue passar parte do inverno praticamente congelada. Durante os períodos mais frios, parte da água de seu corpo vira gelo, a respiração praticamente para e o coração pode deixar de bater temporariamente.
Para proteger suas células, a rã acumula substâncias como glicose, que funcionam como uma espécie de proteção natural contra os danos causados pelo congelamento. Quando a temperatura volta a subir, o gelo derrete, o coração retoma seu funcionamento e o animal volta gradualmente às atividades normais.
Rato-canguru

Encontrado em regiões desérticas, o rato-canguru consegue viver com quantidades extremamente pequenas de água. Algumas espécies praticamente não precisam beber diretamente, obtendo a água necessária a partir dos alimentos e de processos metabólicos que acontecem dentro do próprio organismo.
Além disso, seus rins são extremamente eficientes e produzem uma urina muito concentrada, reduzindo ao máximo a perda de líquidos. Essa combinação permite que o animal sobreviva em ambientes secos onde um ser humano, sem acesso frequente à água, rapidamente enfrentaria uma situação perigosa.
Verme-de-Pompeia

O verme-de-Pompeia vive próximo a fontes hidrotermais no fundo do oceano, regiões onde há grandes variações de temperatura, pressão elevada e presença de substâncias químicas que seriam extremamente perigosas para o corpo humano. Mesmo nesse ambiente hostil, o animal consegue se desenvolver e permanecer ativo.
Parte dessa resistência pode estar relacionada às bactérias que vivem sobre seu corpo e ajudam na adaptação ao ambiente. Embora algumas afirmações antigas tenham exagerado a temperatura máxima que ele suporta, sua capacidade de viver tão perto de fontes hidrotermais continua sendo uma das adaptações mais impressionantes conhecidas no fundo do mar.
Tardígrado

O tardígrado, também conhecido como urso-d’água, é um animal microscópico famoso por sua resistência. Quando enfrenta condições extremas, algumas espécies conseguem entrar em um estado chamado criptobiose, no qual o metabolismo cai drasticamente e o corpo perde grande parte da água.
Nesse estado, tardígrados podem resistir a desidratação extrema, temperaturas muito baixas, altos níveis de radiação e até à exposição ao vácuo do espaço por determinado período. Isso não significa que sejam indestrutíveis, mas poucos animais conhecidos possuem um conjunto tão impressionante de mecanismos de sobrevivência.

QUEM FAZ