Estamos tão acostumados com as cores, logotipos e formatos atuais de algumas marcas que parece que elas sempre foram daquele jeito. Mas basta voltar algumas décadas para encontrar embalagens completamente diferentes.
Algumas mudaram tanto que, se aparecessem hoje na prateleira de um supermercado, provavelmente muita gente passaria por elas sem perceber que se trata de um produto extremamente conhecido.
Nescau

Quando chegou ao mercado brasileiro, em 1932, nem mesmo o nome era exatamente o que conhecemos hoje. O produto se chamava Nescáo, uma combinação de Nestlé com “cacáo”, grafia utilizada na época.
A primeira lata tinha ilustrações e um estilo muito mais próximo das embalagens tradicionais do início do século XX. O nome Nescau só seria adotado anos depois.
Leite Moça

Talvez essa seja uma das transformações mais interessantes. O produto começou a ser comercializado no Brasil ainda no século XIX com o nome Milkmaid.
A famosa mulher presente no rótulo acabou fazendo com que os brasileiros se referissem ao produto informalmente como “leite da moça”. A expressão pegou tanto que a Nestlé acabou transformando o apelido em nome oficial da marca no país.
OMO

Hoje é praticamente impossível separar OMO da tradicional embalagem azul. Mas as primeiras caixas vendidas no Brasil tinham uma aparência bem diferente.
Embalagens das décadas de 1950 e 1960 chegaram a utilizar combinações de branco, vermelho, azul e até letras pretas, com frases enormes destacando o poder de limpeza. Vistas rapidamente, poderiam facilmente ser confundidas com outro sabão em pó.
Bombril

Antes da embalagem que atravessou gerações nos supermercados brasileiros, a Bombril teve uma apresentação bem diferente.
No começo, a lã de aço chegou a ser comercializada sem uma embalagem muito característica. Depois surgiu uma caixa de papelão avermelhada que trazia até a ilustração de uma dona de casa limpando uma panela. Bem distante do visual pelo qual a marca ficaria conhecida posteriormente.
Coca-Cola

Até a garrafa da Coca-Cola precisou encontrar sua identidade. Nos primeiros anos, diferentes engarrafadores utilizavam modelos distintos de garrafa, algo que dificultava até a identificação do refrigerante. Foi justamente para resolver esse problema que surgiu, em 1915, o projeto da famosa garrafa Contour, criada para ser reconhecida até pelo toque.
Antes dela, algumas garrafas de Coca-Cola eram tão diferentes do formato atual que poderiam passar facilmente por embalagens de remédios ou bebidas da época.
Hoje parece difícil imaginar Nescau sem vermelho e amarelo, OMO sem azul ou Coca-Cola sem sua tradicional garrafa. Mas essas embalagens mostram que até algumas das identidades visuais mais conhecidas do mundo precisaram de décadas para chegar ao formato que reconhecemos imediatamente.

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