Artista expõe corpos humanos em vários estágios da vida e causa polêmica

Você acha que vale tudo em nome da arte? Para Gunther von Hagens, vale muito, tanto que aonde quer que ele vá com sua exposição, não dá outra, é polêmica garantida.

A gente logo consegue perceber a causa, quando conhecemos os seus “modelos”: cadáveres humanos tratados com cerca de 200 kg de silicone, que têm seus líquidos e tecidos corporais substituídos por uma substância plástica. Num tratamento totalmente desenvolvido pelo próprio Hagens.

Na última exposição, chamada ‘O Ciclo da Vida’, feita em Berlim, os corpos aparecem em vários estágios da vida humana, mostrando-os desde o nascimento até a velhice, inclusive expondo-os em situações do cotidiano.

Em entrevista à BBC, o professor de Teologia Rainer Kampling, da Universidade de Berlim, declarou que a Igreja Católica não vê o trabalho do anatomista com bons olhos e afirma que o artista está rompendo códigos éticos.

Hagens defende-se, afirmando que antes de morrer cada uma das pessoas autorizaram por escrito a doação dos seus corpos em nome da arte e que a exposição tem o intuito de mostrar a vida desde sua concepção até a morte, colocando dois tabus (morte e sexo) juntos.

Numa das cenas mais polêmicas, um casal está demonstrando uma relação sexual. O homem tinha 51 anos e morreu de câncer nos pulmões e a mulher, 58.

O artista encerra afirmando que “dois terços dos homens e um terço das mulheres concordaram que seus corpos fossem usados para representação de um ato sexual”.

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