As chocantes e frequentes histórias de mulheres atacadas com ácido na Ásia

Terrorismo em algumas parte do mundo normalmente significa explodir um carro bomba ou queimar hotéis, como as cenas que recentemente aterrorizaram Mumbai. No entanto, o brutal terrorismo público, que enche os noticiários de TV, não consegue ser a única forma de abuso contra os seres humanos. Uma outra forma, igualmente cruel, de terrorismo recebe quase nenhuma atenção. Atirar ácido contra o rosto de uma mulher tem aumentado as estatísticas de uma triste realidade.

A seguir, você verá algumas imagens chocantes e uma matéria feita pelo The New York Times, numa tentativa de acabar com histórias absolutamente tristes, que a cada dia praticamente põe fim na vida de várias inocentes.

Para você ter uma ideia da extensão da brutalidade, no ano passado um grupo de meninas foi atacado por homens de motocicleta que atiraram ácido nelas. Motivo: elas não poderiam frequentar a escola. Uma das meninas, Shamsia, de apenas 17 anos foi entrevistada em sua cama de hospital. Ela declarou: “Eu irei à escola, mesmo que me matem. Minha mensagem para os inimigos é que, se eles fizerem isso 100 vezes, eu ainda continuarei meus estudos”.

O repórter Nicholas D. Kristof também conheceu Naeema Azar, uma mulher paquistanesa que também foi alvo de um ataque com ácido. Ela vestia um manto negro que envolvia sua cabeça e rosto. Segundo Nicholas, quando ela tirou a cobertura, ele tremeu.

O ácido tinha queimado seu ouvido esquerdo e parte de sua orelha direita. Ela tinha ficado cega e teve seu rosto e pálpebras queimadas, deixando apenas o osso.

Seis enxertos de pele com parte da carne de sua perna ajudaram na recuperação, mas ela ainda não pode fechar os olhos ou a boca. Sem jeito, ela comentou que não pode comer na frente de outras pessoas, porque é muito desagradável manter a comida na sua boca enquanto mastiga.

Ataques com ácido é comum em certas partes da Ásia, porque as vítimas são solenemente ignoradas (na maioria pobres e mulheres). Desde 1994, foram registrados cerca de 7.800 casos de mulheres que foram deliberadamente queimadas, escaldadas ou sujeitas a ataques de ácido. Em apenas 2% dos casos, alguém foi condenado.

Durante os últimos anos, os senadores Joe Biden e Richard Lugar co-patrocinaram uma ação internacional contra a violência à mulher, que iria adotar uma série de medidas para acabar com a brutalidade e cutucar o governo a ter uma atenção a estes casos.

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