No novo documentário The Trial, produzido pela Wonderhood Studios e exibido pelo canal britânico Channel 4, surgiram gravações de áudio até então inéditas de Michael Jackson refletindo sobre sua relação com crianças. Nesses registros, ele fala sobre como os jovens fãs reagiam à sua presença e personalidade, observando que os “meninos e meninas” muitas vezes gostavam tanto dele que “só querem me tocar e me abraçar”. Segundo ele, esse tipo de interação, de acordo com sua perspectiva, “às vezes acabava trazendo problemas”.


O documentário revisita o histórico julgamento que resultou na absolvição do artista em 2005 depois de 14 semanas sob acusações relacionadas a abuso infantil, mas explora também essas reflexões pessoais encontradas nas fitas de áudio. Em um dos trechos divulgados, Jackson afirma que crianças “acabam se apaixonando” pela sua personalidade, sugerindo que esse afeto por parte delas criava complicações em sua vida.
Os produtores comentam que algumas das falas não tinham precedentes em outras declarações públicas do cantor, e parte da repercussão da divulgação focou numa frase que ganhou destaque na imprensa internacional: segundo reportagens ligadas aos áudios, o cantor teria dito que, se fosse impedido de ver crianças novamente, ele “se mataria”. Essa citação tem sido tratada como especialmente alarmante no contexto do novo material.
O documentário foi concebido com a intenção de ir além do “circo midiático” da época do julgamento. Embora tenha sido absolvido das acusações em 2005 e mantenha defensores de sua inocência, estas gravações inéditas acrescentam novas dimensões ao debate público sobre sua vida e legado.

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