Campanha quer acabar com as revistas íntimas, consideradas vexatórias

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Uma campanha nacional está buscando colocar fim nas revistas nos presídios brasileiros consideradas vexatórias.

Segundo dados da ONG Instituto Terra, Trabalho e Cidadania e do Estado de São Paulo, entre 2010 e 2013, foram realizadas 3,5 milhões de visitas em 156 unidades prisionais em todo Estado. Neste período, nenhuma arma de fogo ou branca foi encontrada, 44 celulares foram apreendidos e 45 visitantes foram flagrados tentando entrar com drogas nas unidades. Ou seja, 0,02% dos casos. Além disso, em 28 unidades prisionais não foi constatado nenhum tipo de irregularidade por parte dos visitantes.

A intenção é acabar com o procedimento nos presídios, considerados ultrajantes. Nele, normalmente as mulheres devem tirar a roupa, entregar à agente, agachar três vezes de frente e de costas, tossir e fazer força. Além disso, algumas relatam que é necessário abrir bem a vagina para terem certeza que não tem nada lá dentro.

No vídeo a seguir, você confere como o procedimento é feito. Possui nudez, portanto, tenha cuidado ao executar o vídeo em ambiente público.

O Estado de Goías foi o primeiro a adotar a revista humanizada. Os visitantes são submetidos apenas a detectores de metais e scanners, para evitar o uso de celulares, armas e drogas.

Pernambuco, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Paraíba também modificaram as regras.

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