Cidade em SP é colocada à venda por R$ 6 milhões

Uma “cidade” com infra-estrutura completa e apenas um habitante foi colocada à venda, no interior do Estado de São Paulo. São 70 casas, hotel, igreja, escola, clube, ambulatório, área comercial, aeroporto, ruas asfaltadas e até praia. Tudo isso, numa área correspondente a 235 campos de futebol (235 hectares), com mata natural e banhada por um lago de 32 quilômetros de extensão. O preço mínimo é de aproximadamente R$ 6 milhões.

A cidade existe há 36 anos. Foi inaugurada em 26 de fevereiro de 1971, erguida para abrigar os funcionários da Usina Hidrelétrica de Jaguara, a 35 quilômetros de Sacramento (MG) e a cinco de Rifaina, no interior de São Paulo.

Quem tiver interesse em comprar a área, especialmente os empresários no ramo de turismo, deve procurar a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que levará o interessado para conhecer o local. Em março de 2007, a cidade irá a leilão pela segunda vez.

Esta é a primeira vez que a Cemig põe à venda uma cidade inteira. Anteriormente, a empresa havia negociado a venda de casas utilizadas por funcionários das usinas de Nova Ponte, Três Marias e São Simão, também no interior do Estado. Essas residências, entretanto, foram construídas em bairros da cidade e vendidas facilmente em unidades. No caso de Jaguara, a terceira mais rentável usina da empresa, a Cemig decidiu vender todos os melhoramentos num mesmo pacote.

O único habitante da cidade mora numa casa de 223,30 metros quadrados, com quatro quartos (duas suítes), sala, copa, cozinha, área de serviço, varandas e banheiro social, com piscina de doze por quatro metros e quadra de peteca. Nilton Braz de Moura Silv é o engenheiro-eletricista e responsável pela usina.

“Quatro famílias moraram temporariamente comigo. Mas logo em seguida, fiquei rigorosamente sozinho”. Nílton conta que se recolhe ao anoitecer, vê os jornais na televisão e dorme. Os melhores momentos são o amanhecer – a cantoria dos pássaros – e o entardecer.

À noite, silêncio total. Ele é acordado, quase sempre, pelo ronco de um jato que sai de Brasília com destino a São Paulo, por volta da meia noite. “Essa é a hora do rush aqui em Jaguara”, brinca.

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