O Waze não depende apenas de alguém apertar o botão e avisar que há trânsito. Ele consegue identificar um engarrafamento automaticamente analisando o movimento dos próprios celulares que estão usando o aplicativo.
Enquanto o Waze está aberto e com acesso à localização, ele recebe dados como posição, direção e velocidade dos veículos. Se vários usuários que estão passando por uma mesma via começam a se mover muito mais devagar do que o normal, o sistema entende que existe uma retenção naquele trecho.

Por exemplo: se uma avenida costuma ter carros circulando a 60 km/h e, de repente, vários celulares naquele ponto passam a avançar a 10 ou 15 km/h, isso é um forte indício de congestionamento. O Waze compara essa movimentação com dados históricos e com as condições atuais de outras vias próximas.
Os avisos feitos pelos usuários, como “acidente”, “carro parado” ou “obra na pista”, ajudam a explicar por que o trânsito está lento. Mas, para perceber que o engarrafamento existe, muitas vezes o próprio comportamento coletivo dos veículos já é suficiente.
É justamente por isso que o Waze funciona melhor em lugares onde há muitos usuários circulando: quanto maior a quantidade de dados recebidos, mais rapidamente ele consegue perceber que o trânsito mudou.
E se os celulares não tivezem com o Waze aberto?
Mesmo assim, o aplicativo também usa informações históricas de trânsito para fazer estimativas. Então, em uma rua com poucos usuários naquele momento, ele pode prever lentidão com base no comportamento habitual daquele local e horário, mas a precisão em tempo real tende a ser menor.

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