Cuidados para sobreviver a acidentes aéreos

Você sabia que o risco de alguém morrer andando de bicicleta é cinco vezes maior do que num desastre de avião? E que a chance de morte num acidente de carro é de uma em sete mil, enquanto que num acidente aéreo é de apenas uma em dois milhões?

Toda essa segurança é garantida pelas companhias aéreas, que a cada ano, investem milhões de dólares em simulações: aviões controlados à distância são derrubados intencionalmente para estudos e pesquisa em segurança.

Apesar disso, quando um avião cai, parece que não tem escapatória. Mas especialistas afirmam que não é assim sempre. Quem está dentro de uma aeronave em apuros pode tomar algumas precauções e aumentar as chances de sobrevivência.

Mas será que esse pânico todo faz sentido? “Todo mundo acha que a maior parte das pessoas envolvidas em acidentes aéreos morre. Não é verdade: 90% dos acidentes têm sobreviventes”, diz Tom Barth, especialista em impacto.

Um documentário, produzido pela televisão inglesa BBC, apresenta vários motivos para não se desesperar.

Primeiro: a posição na poltrona conta muito. Durante o impacto, o corpo é jogado para frente com violência. O importante é baixar o tórax o máximo possível, protegendo a cabeça com as mãos e com as pernas. Há várias maneiras de fazer isso.

O especialista em impacto, Tom Barth, sugere ainda a adoção do air bag. Ele seria instalado no cinto de segurança.

Um dos bonecos do teste está com air bag. O outro não. Há diferença na hora do impacto. O passageiro sem air bag teria uma fratura no crânio e provavelmente morreria.

Mas e quando o avião cai na água? Será que não cair em terra é uma bênção ou um castigo?

Ao todo, 52 pessoas sobreviveram a um acidente na costa da África. Entre as vítimas, muitas morreram porque inflaram seus coletes salva-vidas na hora errada, antes de saírem do avião. Quando a água entrou, elas flutuaram e ficaram presas contra o teto.

Então, só encha o colete fora do avião. Mas depois que sair, trate de encher logo: é que a água provavelmente estará cheia de combustível. Nesse caso, é quase impossível boiar sem a ajuda do salva-vidas.

“Outra providência importante é ficar junto dos outros sobreviventes na água. Isso ajuda a manter o corpo aquecido e facilita a visualização do grupo pelos vôos de resgate”, ensina Mac McLean, especialista em evacuação.

Bom, o acidente já aconteceu e você sobreviveu ao impacto. Agora o mais importante é sair do avião.

Sabe o que é fundamental nessa hora? Manter a calma.

O pânico é um grande adversário. A simulação mostra bem o que acontece quando há uma situação de emergência.

“Na hora da confusão, tentar encontrar alguém prejudica todo mundo. O melhor é sair logo e procurar a pessoa do lado de fora. É como uma rua de mão única. Se um único carro vier na contramão, ninguém mais anda”, aponta Helen Muir, especialista em comportamento.

Por isso, os especialistas recomendam que as famílias se sentem sempre juntas.

A fumaça num ambiente fechado tem um efeito devastador.

“Inalar os gases tóxicos da combustão deixa a pessoa inconsciente em poucos segundos. E isso pode significar a morte”, alerta Stephen Veronneau, investigador de acidentes aéreos.

Em uma simulação, voluntários tinham apenas 90 segundos para sair do avião. Mas metade do grupo não conseguiu. Numa situação real, elas não teriam sobrevivido.

Uma boa dica é contar o número de poltronas entre a saída mais próxima e o lugar onde você está sentado, caso as luzes de emergência não acendam.

Será que é melhor se sentar no fundo do avião?

Será que o lugar mais seguro é na frente? Ou será que bom mesmo é ficar pelo meio? O mais aconselhável, dizem os especialistas, é sentar perto das saídas de emergência, não importa em que lugar do avião.

E mais, fique esperto: evite tomar bebidas alcoólicas ou tranqüilizantes durante um vôo. Caso ocorra um acidente, você precisa estar lúcido.

“Eu tinha a consciência de que a bebida seria prejudicial, o que não aconteceu para muitas pessoas. Acredito que a morte de algumas pessoas se deu pelo fato de terem bebido”, acredita Paulo Sérgio Altieri.

Além disso, apertem os cintos. “O impacto é a primeira prova de sobrevivência. Por isso, estar sempre com o cinto de segurança atado é fundamental”, ensina Tom Barth.

Com todas essas dicas até que dá para embarcar mais tranqüilo. Boa viagem.

Via Fantástico

Mais Postagens
Mais Postagens
Parceiros
Comenta aí, butequeiro!