Governo britânico propõe implantar microchips em cães de estimação e provoca polêmica

Uma nova medida, proposta pelo governo britânico, está dando o que falar na Europa. De acordo com o regulamento, cada cão de estimação terá um microchip instalado para combater e controlar a vida de animais perigosos.

Basicamente, a proposta determina que cada cachorro nascido e vendido tenha um chip eletrônico implantado sob a pele. As informações serão colocadas em um banco de dados nacional acessível pela polícia.

De acordo com o Daily Mail, a medida visa preservar os moradores. Várias mortes provocadas por cães violentos foram registradas no Reino Unido. Em 2009, John Paul Massey, de quatro anos, morreu depois de ser atacado por um pitbull ilegal. Em dezembro passado, Barbara Williams foi morta depois de atacada por um mastiff belga gigante. Os números mostram um aumento considerável no nascimento de animais com comportamento perigoso.

As forças policiais atualmente encontram dificuldades para rastrear os donos de cães violentos e trazer à justiça. Muitos não possuem coleiras ou marcas distintas.

A proposta provocou críticas de parlamentares e especialistas em animais. Eles afirmam que os movimentos irão penalizar injustamente os proprietários que respeitam as leis britânicas e não resolverá os problemas causados por raças perigosas, como pitbulls. Além disso, os defensores dos animais afirmam que o dispositivo pode causar problemas à saúde de alguns cães de pequeno porte.

Até agora, as autoridades têm sido relutantes em apresentar o microchip obrigatório. O Dogs Trust estima que cerca de 800 mil filhotes nasçam a cada ano.

A posse dos certificados de cães foi abolida no Reino Unido em 1988. Os proprietários eram obrigados a tê-los, mas, foi extinto por ser amplamente ignorado e considerado ineficaz.

John Thurso, do partido Liberal, disse que a nova medida é ineficaz: “Isso resultará em um encargo desproporcional para o cumpridor da lei e, especialmente, aqueles que precisam de cães para o seu trabalho, como os agricultores que mantém canis“, afirmou.

O documento, elaborado pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (DEFRA), diz que os chips inicialmente trariam impressos com os detalhes sobre o criador dos cães e seria atualizada quando o animal fosse vendido.

O custo do microchip de cada animal é de cerca de R$ 80. O procedimento é geralmente realizado por um veterinário e envolve um pequeno dispositivo do tamanho de um grão de arroz a ser implantado entre as omoplatas, sob a pele do cão, utilizando uma agulha e uma seringa especial.

Uma vez no local, o chip pode ser detectado usando um dispositivo de mão. Oficiais da RSPCA já usam os scanners para rastrear os cães voluntários.

Você é a favor ou contra essa medida? Já pensou se ela fosse implantada aqui no Brasil?

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