Histórias por trás de fotos que ganharam o Prêmio Pulitzer (Parte 02)

Você já ouviu dizer que uma boa foto pode contar mais que mil palavras? Na realidade, ela pode fazer até mais que isso quando eterniza momentos que viraram história. O Prêmio Pulitzer marca algumas dessas melhores fotos jornalísticas que carregam histórias bem curiosas por trás delas.

O dramático naufrágio do luxuoso transatlântico Andrea Doria. A foto foi captadurada por Harrt Trask de dentro de um pequeno avião. Ele fez com que o piloto fizesse algumas passagens sobre o local e conseguiu 16 fotos, incluindo esta que faturou o Prêmio Pulitzer. No acidente, 1660 pessoas foram resgatadas e 46 morreram.

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A série de fotos de J. Ross Baughman retratando as atrocidades cometidas pelas Forças de Segurança da Rodésia contra prisioneiros teve sua autenticidade e detalhes questionada. Com o desenrolar dos debates, Baughman deu continuidade à sua carreira e deu palestras sobre ética e métodos jornalísticos em várias universidades e estabelecimentos de ensino. Aos 23 anos, Baughman se tornou o profissional mais jovem a ganhar o Prêmio Pulitzer por sua cobertura da guerra de guerrilhas na Rodésia.

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O prêmio foi concedido a esta foto, em 1980, de forma anônima, a fim de proteger seu autor. Mostra 11 homens curdos sendo baleados por partidários islâmicos do aiatolá Khomeni. As autoridades iranianas pressionaram o jornal a revelar seu nome, mas a equipe editorial recusou. Em 2016, com sua permissão, foi revelada a identidade de Jahagir Razmi, como sendo o responsável pelo registro.

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O segundo vencedor do Pulitzer de Fotografia de 1943, Frank Noel tirou essa foto de um marinheiro em um bote salva-vidas esticando o braço como se pedisse socorro. O próprio Noel estava em outro bote no Oceano Índico quando seu navio foi torpedeado.

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Esta foto foi tirada durante a greve dos trabalhadores de 1941, na fábrica da Ford. Aparentemente, Milton Brooks tirou muito rápido, escondendo a câmera atrás do casaco enquanto se misturava à multidão para não ser notado.

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A sequência de fotos tirada por John Robinson e Don Ultang destacou as tensões raciais envolvendo o jogador afro-americano Johnny Bright durante um jogo de futebol americano em Stillwater, Oklahoma. Os fotógrafos deliberadamente configuraram a câmera focando Bright após inúmeros rumores que ele seria o alvo. As imagens mostram Bright sendo derrubado três vezes pelo time adversário e acabou levando uma cotovelada que quebrou seu maxilar. 1952.

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Esta foto mostra Ed Bancroft, de 15 anos, segurando Bill Ronan como refém em um beco. Como havia um chamado de assalto nas proximidades, dois policias abordaram o jovem Ed perguntando se tinha alguma informação. O menino então sacou uma arma, atirou em um dos policiais e levou Bill como refém. Frank Cushing, o fotógrafo, estava em uma missão próxima e por acaso conseguiu registrar este momento. Um policial escondeu-se atrás da cerca e conseguiu atingir Ed com uma coronhada, fazendo-o desmaiar, sendo preso imediatamente. 1948.

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Esta foto de 1947 mostra um incêndio que ocorreu no Winecoff Hotel, em Atlanta, Geórgia, matando 119 pessoas. Ela foi tirada por um estudante de 24 anos da Georgia Tech. A mulher da foto perdeu uma perna, mas sobreviveu.

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Durante a Marcha Contra o Medo no Mississipi, em 1966, James Meredith, que era um ativista do movimento dos direitos civis, foi atacado e ferido por um franco-atirador e Jack R. Thornell tirou a foto vencedora do prêmio.

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Steve Starr capturou um momento da revolta estudantil contra o status quo no campus da Cornell University, em Nova Iorque. A foto mostra estudantes armados deixando o prédio que haviam assumido por 36 horas. 1970.

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Em seu dia de folga, Bill Couch estava participando de um show aéreo com mais de 60 mil espectadores, que ficaram atordoados com uma quase colisão entre um bilano e um enorme B-29. Fato ocorrido em 1950.

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Enquanto soldado americano da 82ª Divisão do Exército dos EUA patrulhava as ruas de Bagdá, uma bomba foi detonada seguida por tiros. A foto de Khalid Mohammed mostra um menino aterrorisado buscando abrigo atrás do soldado. O ataque deixou 66 feridos e 21 mortos.

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