
Hollywood está prestes a dar um passo inédito: firmar o primeiro contrato de representação artística para uma atriz gerada totalmente por inteligência artificial. A personagem se chama Tilly Norward, criada pelo estúdio Xicoia, braço da empresa de tecnologia Particle6, e já está em negociações com agências de talentos.
Durante o Zurich Summit, a fundadora do projeto, Eline Van der Velden, relatou que o cenário em Hollywood mudou de postura nos últimos meses, o que antes era visto com ceticismo agora desperta interesse crescente. Verena Puhm, da Luma AI, que participou do mesmo painel, afirmou que vários grandes estúdios já estão testando projetos com IA nos bastidores, mesmo que ainda não anunciem publicamente.
O ambicioso objetivo por trás de Tilly é que ela se torne “a próxima Scarlett Johansson ou Natalie Portman”, isto é, alguém reconhecida e remunerada como artista de carne e osso, mas inteiramente digital. Até agora, não se sabe qual agência irá representá-la, mas o anúncio oficial está previsto para os próximos meses.
O caso levanta reflexões profundas: por um lado, pode representar uma nova forma de arte e entretenimento. Por outro, abre o debate sobre os limites entre humano e algoritmo, afinal, estamos nos aproximando de um momento em que rostos, expressões ou performances humanas poderiam ser “programadas” para o mercado.

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