Mitos e verdades sobre fertilidade

Algumas mulheres têm dificuldade para engravidar. No entanto, nem tudo que é dito está relacionado com um problema de infertilidade. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, confira o que é mito e o que realmente pode interferir nas tentativas de fertilização.

MITO: O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade
“Não importa o tempo que a mulher use, a pílula não interfere em nada nesse processo”, afirma Denise Coimbra, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana.

De acordo com a especialista, o que pode ocorrer é o disfarce de um problema pré-estabelecido. “A mulher pode ter alguma disfunção que será detectada apenas após a suspensão do uso da pílula”, explica Denise Coimbra.

Para o ginecologista especialista em medicina reprodutiva Dirceu Pereira, a pílula anticoncepcional pode até ajudar. “Ela previne o surgimento da endromediose e de cistos nos ovários”, conta o profissional que é presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

Outro dito popular afirma que o ovário pode “parar de funcionar” com o uso contínuo do anticoncepcional, já que com a utilização do mesmo não ocorre a ovulação e sim um simples sangramento. A ginecologia Denise Coimbra desmente este fato: “não existe ovário preguiçoso”. Segundo Dirceu Pereira, os folículos ovarianos ficam apenas reservados.

MITO: O uso de “pílula do dia seguinte” pode interferir na fertilidade feminina
“O perigo da pílula do dia seguinte é que, com o uso abusivo, ela pode perder o seu propósito, ou seja, a mulher pode engravidar. Pois o medicamento quebra o ritmo hormonal”, relata a ginecologista Denise Coimbra. “Vale ressaltar que essa pílula é uma boa ferramenta apenas em caso de emergências. Não deve ser usada rotineiramente”, diz Direceu Pereira.

VERDADE: A mulher que provoca um aborto pode reduzir as chances de engravidar novamente
“O aborto provocado pode deixar seqüelas. Por exemplo: lesões nas trompas, aderência das paredes do útero e infecções”, descreve o especialista em medicina reprodutiva, o ginecologista Dirceu Pereira.

Na opinião de Denise Coimbra, os medicamentos via oral, aspirações e a curetagem são os métodos mais abrasivos. No entanto, os abortos espontâneos com até 10 semanas de gestação, de acordo com Denise, não apresentam risco à mulher, já que a anatomia do útero permance completa.

MITO: Mulheres que possuem ovário policístico não conseguem engravidar
“As mulheres com ovário policístico não ovulam todo mês, por isso é mais difícil engravidar. No entanto, não é impossivel”, afirma o ginecologista Dirceu Pereira.

Como essa disfunção está ligada ao metabolismo, o médico sugere que as mulheres com esse problema tentem ajustar seu peso com dietas e práticas de exercícios físicos. Existe ainda a opção por medicamento.

VERDADE: Mulheres com idade avançada têm mais dificuldade para engravidar
“A chegada aos 35 anos inicia uma nova etapa cronológica na vida da mulher. Principalmente a partir dessa idade a qualidade dos óvulos cai. Por isso, diminuem as taxas de gravidez e aumentam a ocorrência de abortos”, explica Dirceu Pereira.

Mas, de acordo com Denise Coimbra, se a mulher decidiu adiar a maternidade, seja por aspectos sociais ou econômicos, ela pode recorrer as técnicas de fertilização assistida.

[ FONTE ]

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