Mulher encontra larvas em ovos de páscoa

A Páscoa de Simone Ferreira da Silva, de 29 anos, foi amarga. Não por falta de ovos dechocolate: gastou R$ 148,89 nas Lojas Americanas e levou para casa dez ovos, dois da marca italiana Ferrero Rocher. Na última sexta-feira, logo após a compra, abriu um deles e achou que algo estava errado.

– Tinha farelo na embalagem de plástico. Mordi e vi uma larva. Joguei o bicho fora e, quando olhei de novo, tinha vários dentro do ovo. Nojento – descreve a vendedora, que presenteou o sobrinho com o outro ovo Ferrero Rocher.

– Por pouco ele não comeu o ovo com as larvas.

– Na Páscoa, criança come chocolate adoidado. Não olha direito para o que coloca na boca. Pode engolir um negócio desses e passar mal – disse Maria Valdeci da Silva, de 57 anos, mãe de Simone, que ganhou ovo de chocolate branco, de outra marca.


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Simone comenta que percorreu cinco supermercados atrás do ovo Ferrero Rocher, o predileto do sobrinho. Segundo ela, foi difícil para achar e o preço não é barato, quase R$ 30.

Depois do episódio, não comeu mais ovos de chocolate.

– Perdeu a graça. Só ganhei um bombom do meu marido para matar a vontade – afirmou.

Ela ligou para a Central de Atendimento da Ferrero Rocher no dia seguinte. A empresa informou que enviaria outro ovo nesta terça-feira.

– Mas, depois da Páscoa, não quero mais – disse.

Simone fotografou o ovo, cuja validade expira em 31 de julho, anotou o número de série (7797394000282) e guardou a nota fiscal da Lojas Americanas, à Rua 12 de Outubro, 82/92. Pensa em processar as empresas.

– Tive dor de barriga. Provavelmente, reação psicológica, porque foi muito nojento.

O italiano Paolo Cornero, responsável pela área comercial da Ferrero Rocher no Brasil, disse que o problema não é de fabricação.

– Nossa fábrica em Poços de Caldas tem mecanismos para assegurar que isso não aconteça. Um deles é atrair as borboletas, se elas conseguirem entrar na fábrica, por meio do olfato. Assim, não depositam os ovos nas avelãs, que processamos há mais de 60 anos – explica.

Segundo ele, as fábricas têm pressão do ar superior ao ambiente externo justamente para evitar que o ar e, conseqüentemente bichos, entrem ao abrir uma porta, por exemplo.

– Com a pressão maior, o ar do interior é que vai para fora – diz Cornero, para quem as larvas são de borboleta.

– Elas se alimentam principalmente de farinha e de nozes (ou avelã). Deve ter sido transferência de contaminação na estocagem. Os ovos se transformam em larvas e, depois, em borboletas. O ciclo é de 28 dias.

O executivo disse ainda que a distribuição do produto é feita em caminhões refrigerados para evitar contágio. Observa que, dos 3,2 milhões de ovos vendidos no Brasil nesta Páscoa, apenas esses dois ovos apresentaram problema. A empresa vai analisar o ovo em laboratório.

Já o revendedor respondeu por email: “As Lojas Americanas informam que o fato relatado foge aos padrões de qualidade e de prestação de serviços da empresa. A companhia adota processos rígidos de controle de estoque e de exposição de produtos para seus consumidores. Esclarece por fim que vai averiguar o ocorrido para que o caso seja esclarecido.”

Fonte | Colaboração de Marcos do Comentário

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