As bandeiras dos Estados Unidos fincadas na Lua durante as missões Apollo, entre 1969 e 1972, continuam lá até hoje, pelo menos em parte. No total, seis bandeiras foram deixadas na superfície lunar como símbolo da conquista espacial americana. Imagens captadas por sondas em órbita indicam que a maioria delas ainda está de pé, embora a primeira, colocada na missão Apollo 11, provavelmente tenha sido derrubada pela força do motor do módulo lunar durante a decolagem de retorno à Terra.


Apesar de ainda estarem no mesmo lugar, o estado atual dessas bandeiras é bastante diferente do original. A Lua não possui atmosfera, o que significa que elas ficaram expostas diretamente à radiação solar intensa, especialmente aos raios ultravioleta. Esse processo, conhecido como “sun rot”, degrada os materiais com o tempo, fazendo com que o tecido perca resistência e suas cores desbotem drasticamente.
Com décadas de exposição a esse ambiente extremo, é muito provável que as bandeiras tenham perdido completamente suas cores, tornando-se praticamente brancas ou até irreconhecíveis. Além disso, fatores como variações extremas de temperatura, que vão de cerca de 100 °C durante o dia a -150 °C à noite, e o impacto constante de micrometeoritos contribuem para o desgaste do material, podendo até levar à sua desintegração parcial ou total.


Mesmo com essa deterioração física, o valor simbólico dessas bandeiras permanece intacto. Elas continuam representando um dos momentos mais marcantes da história da humanidade: a chegada do homem à Lua. Ainda que hoje possam existir apenas como fragmentos desbotados no solo lunar, seu significado como marco da exploração espacial segue firme — talvez até mais resistente do que o próprio tecido que as compunha.

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