Os 10 piores games de todos os tempos (parte 1)

A revista americana PCWORLD publicou na edição de novembro os 10 piores games de todos os tempos. Os motivos são variados, mas a maioria concordou.

Como não vou simplesmente citar o nome dos vencedores de tamanha honraria, vou dividir o post em 3 partes para não ficar muito grande.

1 – E.T.: The Extra-Terrestrial (Atari, 1982) Cerca de um terço dos entrevistados chegaram com este título na ponta da língua e não é difícil identificar a razão. Não importa como seja classificado, E.T. foi um produto tenebroso que merecia ser enterrado (e ao que tudo indica o foi, tão rápido quanto seu lançamento).

Na época, a Atari produziu 4 milhões de cartuchos – e para quem teve a infelicidade de comprar o cartucho – o desenvolvimento às pressas ficou evidente na tela. Todos os que opinaram sobre o jogo destacaram os buracos em que o jogador, controlando o E.T., caía e podia depois levitar para sair dele, o que deixava o game pateticamente monótono.

A aposta da Atari ainda não foi saldada. Menos de 40% dos cartuchos foram vendidos, o que causou um rombo financeiro que resultou na bancarrota da Atari em 1984.

2 – Super Columbine Massacre RPG (Danny Ledonne, 2005) Jogos violentos inspiram atos violentos no mundo real? Ninguém sabe ao certo. Atos violentos do mundo real inspiraram games violentos? Com certeza.

Um jogo dos mais recentes, o Super Columbine Massacre RPG (ou SCMRPG) recriou o massacre realizado pelos amigos Eric Harris e Dylan Klebold no colégio Columbine, em Littleton, Colorado, sob a perspectiva dos dois adolescentes perturbados. O conteúdo do jogo deriva das cenas de vídeo do acontecimento, do diário da dupla e cita várias figuras da mídia. O criador, Danny Ledronne, se esforçou para dar um ar de verossimilhança – apesar da parte do jogo que mostra Harris e Klebold embarcando em aventuras no outro mundo.

3 – Custer’s Revenge (Mystique, 1982) Não dá pra imaginar o se passava na cabeça da Mystique: criar um jogo para adultos sob um conhecido selo pornográfico (Swedish Erótica) para uma plataforma conhecida por seus títulos de caráter familiar (o Atari 2600). Sexo, inovação e um esperançoso toque de escândalo deveriam tornar o jogo um sucesso, certo?

Bem, pelo menos não no caso do Custer’s Revenge, um game que estrelava o quase completamente nu General Custer (ele vestia somente botas e chapéu) e uma também quase completamente nua mulher nativa americana (ela trajava uma bandana com penas). Sua tarefa era guiar Custer através de uma chuva de flechas e um campo de cactos para alcançar a mulher e fazer acontecer “aquilo” que se espera de uma produção da Swedish Erotica.

O jogo não era só desnecessariamente difícil e o objetivo final questionável em diversos aspectos, mas os gráficos rudes do jogo davam a impressão se estar controlando uma versão bizarra do Lego.

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