Os 10 piores games de todos os tempos (última parte)

Bom, essa é a terceira e última parte dos 10 piores games de todos os tempos!
7 – Shaq Fu (Electronic Arts, 1994)
Os jogos eletrônicos têm um grande histórico de participações de celebridades, especialmente figuras esportivas, isso pelo menos desde o game Dr. J and Larry Bird Go One on One de 1984. Mas normalmente esses jogos costumam ter alguma coisa relacionada com as habilidades reais da celebridade em questão. Assim como os últimos filmes do Shaquille O’Neal o mostravam como tudo menos jogador de basquete, – ele foi um gênio em Kazamm e um superherói em Aço- Shaq Fu dava apressados sinais do esporte, mas colocava Shaq numa outra dimensão e usando de artes marciais místicas para salvar um garotinho (para quem tem dúvidas das habilidades marciais do Shaq, ainda era possível escolher um dos outros seis ou sete personagens, mas assim, o nome do jogo não teria tanta graça).

Lançado no boom dos jogos de luta, o Shaq Fu era bem parecido com o Mortal Kombat ou qualquer um dos jogos disponíveis até então. Exceto pelo fato de que o jogo ser meticuloso demais: era preciso atingir o oponente no ponto exato para causar algum dano real. Sem falar no fato de ver Shaquille O’Neal lutando com uniforme de basquete. O game ainda vinha acompanhado de um CD com o single de um álbum de rap, claro, tudo by Shaquile O’Neal.

8 – Make My Video (Digital Pictures, 1992)
Quem já aspirou à carreira de diretor de vídeoclips deve ter jogado este game. Apresentando Mark Wahlberg (na época na alcunha de Marky Mark), Funky Bunch, Kriss Kross, C+C Music Factory e os roqueiros australianos do INXS, o game permitia a criação de vídeos usando clips embutidos e efeitos de vídeo. Mas nada de deixar a criatividade rolar solta, a visão artística ficava limitada aos clips embutidos e alguns toscos efeitos de vídeo, bem como ditar as especificações de conteúdo solicitadas no começo de cada novo ciclo.

Logicamente, há quem diga que era praticamente como ser um verdadeiro diretor de vídeos musicais, exceto pelo dinheiro e pelas festas reluzentes. O problema maior é que mesmo que algo decente fosse criado, não era possível gravar para posteridade, a não ser que o seu Sega CD fosse conectado ao videocassete.

9 – Prince of Persia: Warrior Within (Ubisoft, 2004)
Desde o primeiro Prince of Persia em 1989, o mundo ficou encantado com a atmosfera, história e design do jogo. Entretanto, o Prince of Persia: The Sands of Time de 2003 inaugurou o declínio da franquia.

Para aumentar o apelo do jogo, a Ubisoft optou por uma fórmula comprovada de violência, sexo e barulho. O novo, e irritante, Prince era mais ofensivo, a quantidade de sangue aumentou, as personagens femininas foram erotizadas e a trilha sonora original, que era baseada em música persa, foi substituído pelo hard rock. Veja o pertinente comentário: “o Warrior Within pegou tudo o que o Sands of Time tinha de bom e jogou no lixo”. O jogo vendeu bem, mas o aperfeiçoado sistema de combate deve ter ajudado bastante. Mas o sucesso teve seu preço: a Ubisoft perdeu muitos daqueles que ajudaram a fazer o primeiro Prince of Persia tão popular.

10 – Elf Bowling (NStorm, 2005)
Lembra que no fim de 1999 uma empresa chamada NStorm lançou um jogo gratuito de Windows batizado de Elf Bowling? A produtividade do mundo declinava enquanto as pessoas jogavam “só mais uma rodada”, na qual o Papai Noel lidava com uma disputa trabalhista usando seus ajudantes como pinos de boliche. Quem não se lembra de ter passado esse jogo para os colegas durante o trabalho?

E quem se lembra de ter sequer pensado no jogo novamente depois de tê-lo experimentado por uma semana, talvez um dia? (Para quem não acredita, apenas tente lembrar). Os games desaparecem depois de um tempo, isso é natural; mas 24 horas deve ser o recorde que esse game estabeleceu. Então, como diabos alguém pode pensar em lançar uma versão do jogo para DS seis anos depois que a onda dos elfos-pinos se foi?
Fonte: IDG Now

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