Quando pensamos em computadores, geralmente lembramos de notebooks, desktops ou máquinas usadas para jogar. Mas existem equipamentos tão poderosos que ocupam salas inteiras, consomem enormes quantidades de energia e conseguem realizar cálculos que levariam anos em computadores comuns.
São os chamados supercomputadores. Espalhados por laboratórios e centros de pesquisa ao redor do mundo, eles trabalham em projetos que podem influenciar diretamente o futuro da humanidade. Conheça oito dessas máquinas, onde estão instaladas e para que são utilizadas.
LineShine: o gigante chinês que assumiu a liderança mundial

Localização: Shenzhen, China.
Em junho de 2026, o LineShine assumiu o primeiro lugar no ranking dos supercomputadores mais rápidos do mundo. Instalado no Centro Nacional de Supercomputação de Shenzhen, ele possui aproximadamente 13,8 milhões de núcleos de processamento.
Sua função é ajudar pesquisadores a resolver problemas extremamente complexos, desde simulações do clima e dos oceanos até pesquisas sobre o cérebro, novos medicamentos e inteligência artificial. É uma demonstração do avanço tecnológico da China.
El Capitan: o computador que ajuda a cuidar do arsenal nuclear dos Estados Unidos

Localização: Livermore, Califórnia, Estados Unidos.
O El Capitan tem uma missão bastante delicada: realizar simulações que ajudam o governo americano a avaliar a segurança e a confiabilidade de suas armas nucleares sem precisar realizar testes com explosões reais.
Instalado em um laboratório de segurança nacional, ele está entre os computadores mais rápidos do planeta. A máquina permite estudar situações físicas extremas que seriam perigosas, caras ou praticamente impossíveis de reproduzir em experimentos convencionais.
Frontier: uma máquina que pode ajudar a descobrir novos tratamentos

Localização: Oak Ridge, Tennessee, Estados Unidos.
O Frontier foi o primeiro supercomputador a ultrapassar oficialmente a marca de um exaflop, realizando mais de um bilhão de bilhões de operações matemáticas por segundo em testes de desempenho.
Ele é utilizado em pesquisas sobre doenças, novos medicamentos, materiais, energia e fenômenos naturais. Uma de suas aplicações é ajudar cientistas a identificar padrões em grandes volumes de dados médicos, algo que pode contribuir para tratamentos mais personalizados.
Aurora: o computador que tenta ajudar a criar a energia do futuro

Localização: Lemont, Illinois, Estados Unidos.
O Aurora é um dos supercomputadores utilizados para estudar a fusão nuclear, processo semelhante ao que produz energia no interior do Sol.
Os cientistas usam sua capacidade de processamento para simular o comportamento de plasmas extremamente quentes e tentar compreender como controlar essas reações. A máquina também participa de pesquisas sobre medicamentos, novos materiais e inteligência artificial.
JUPITER: o supercomputador europeu que ajuda a entender o planeta

Localização: Jülich, Alemanha.
O JUPITER foi o primeiro supercomputador europeu a atingir a capacidade de processamento conhecida como exascale. Seu projeto foi desenvolvido para atender pesquisas de grande complexidade, incluindo mudanças climáticas, inteligência artificial e simulações científicas.
Com esse tipo de equipamento, pesquisadores podem criar modelos cada vez mais detalhados do planeta, estudar fenômenos atmosféricos e testar cenários que ajudam a compreender os efeitos das mudanças ambientais.
Fugaku: o computador japonês que estuda doenças e desastres naturais

Localização: Kobe, Japão.
O Fugaku ganhou destaque mundial durante a pandemia de Covid-19, quando foi utilizado em pesquisas relacionadas à doença. Mas suas aplicações vão muito além da saúde.
A máquina também é utilizada para estudar terremotos, tsunamis, fenômenos climáticos e o desenvolvimento de novos materiais. No Japão, onde os desastres naturais representam uma preocupação constante, simulações desse tipo podem ajudar a melhorar estratégias de prevenção.
HPC7: o computador italiano que pesquisa novas formas de energia

ocalização: Ferrera Erbognone, Itália.
Diferentemente de vários computadores desta lista, o HPC7 pertence a uma empresa privada, a energética italiana Eni.
Instalado em um enorme centro de processamento de dados, ele é utilizado para estudar armazenamento de dióxido de carbono, desenvolver baterias, melhorar biocombustíveis e realizar pesquisas sobre fusão nuclear. Inaugurado em 2026, tornou-se um dos computadores industriais mais poderosos do mundo.

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