As profundezas das areias do Deserto do Saara fez o paleontólogo Paul Sereno descobrir um crânio fossilizado diferente de qualquer outro. O crânio de Nigersaurus era muito diferente de tudo que já se tinha visto: com mandíbula inferior achatada e cerca de 500 dentes substituíveis, o animal parecia mais uma “máquina de pastar” do que um típico dinossauro.
Viveu entre 115 e 105 milhões de anos atrás, no que hoje é o Níger, medindo cerca de 9 metros de comprimento e pesando aproximadamente 2 toneladas. Apesar de seu porte considerável, Nigersaurus não lembrava os grandes predadores do imaginário popular: era um herbívoro dócil, especializado em pastar vegetação rasteira.


Sua boca era extremamente especializada: os dentes ficavam todos à frente do crânio, e o conjunto era trocado com impressionante rapidez, a cada cerca de 14 dias nasciam novos dentes para substituir os usados, garantindo que a superfície de mastigação permanecesse sempre eficiente. Essa adaptação permitia que ele se alimentasse do solo como se fosse um cortador de grama.
Por causa dessas características incomuns, Nigersaurus se tornou uma sensação não só na paleontologia, mas também na internet. Sua aparência estranha, mandíbula larga, dentes abundantes, corpo relativamente compacto para um saurópode, fez com que ele chamasse atenção de curiosos e entusiastas, entrando no imaginário popular como “o dinossauro dos 500 dentes”. Mas longe de ser apenas uma curiosidade, ele mostra o quão diversa e surpreendente era a vida no mundo pré-histórico.


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