O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, recebeu em Pyongyang as equipes femininas de futebol campeãs do país, em um encontro marcado por cenas que rapidamente repercutiram nas redes sociais. Em imagens exibidas pela televisão estatal KRT, jogadoras do Naegohyang Women’s FC e da seleção feminina sub-17 aparecem chorando, sorrindo e comemorando de forma intensa ao conhecer o dirigente norte-coreano. Depois da recepção, Kim Jong Un ainda acompanhou uma partida amistosa entre as duas equipes ao lado de integrantes do governo.
— Out Of Context Football (@nocontextfooty) June 3, 2026
O que muita gente talvez não saiba é que demonstrações públicas de emoção como essas são extremamente comuns na Coreia do Norte e fazem parte da imagem construída pelo regime há décadas. Eventos oficiais frequentemente mostram cidadãos chorando, aplaudindo de maneira efusiva ou demonstrando enorme entusiasmo diante da presença do líder do país. Para muitos observadores estrangeiros, especialmente no Ocidente, essas cenas costumam soar exageradas, quase cinematográficas.

Existe inclusive uma parcela da opinião pública internacional que classifica essas reações como algo teatral ou encenado. Especialistas, porém, apontam que o fenômeno é mais complexo. A Coreia do Norte mantém há décadas um forte culto à personalidade da família Kim, presente nas escolas, nos meios de comunicação e em praticamente todos os aspectos da vida pública. Com isso, muitos norte-coreanos crescem enxergando seus líderes como figuras heroicas e paternalistas, o que ajuda a explicar por que manifestações emocionais tão intensas acabam se tornando algo relativamente comum no país.

QUEM FAZ
Se existem pessoas que tem reação parecida ao encontrar uma pessoa que canta umas músicas ou pratica um esporte, porque tem gente que acha que é exagerada essa reação diante de una pessoa que controla um país inteiro?