Saiba por que é importante você doar órgãos e tecidos

Muita gente não consegue perceber, mas a fila de espera para receber órgãos e tecidos é muito grande e a espera torna-se absolutamente tortuosa.

Nos últimos anos, muitos avanços ocorreram na área de transplantes no Brasil, impactando no crescimento de 40% no número de doações. Entretanto, o país ainda tem um grande desafio pela frente, pois o número de doadores é significativamente menor do que a necessidade de órgãos para transplantes. Neste momento, cerca de 60 mil pessoas aguardam uma doação em uma fila que parece não ter fim. Para reverter esses números, o envolvimento da sociedade é fundamental. Hoje, a desinformação e o preconceito são as principais barreiras.

Este post serve para informar e orientar como você deve proceder para tornar-se doador.

A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e a Novartis realizam pelo terceiro ano consecutivo a campanha “Estenda a mão para essa causa”, que visa conscientizar a população sobre como é fácil se tornar um doador.

É muito fácil se tornar um doador de órgãos e tecidos. Não é preciso deixar nada por escrito, basta informar a sua vontade para sua família. Apenas eles podem autorizar a remoção dos órgãos após a morte.

Clique aqui e saiba como funciona a doação de órgãos e tecidos

Informações importantes sobre a doação de órgãos e tecidos:

– As manifestações de vontade de ser doador após a morte que constavam no RG e na CNH perderam validade. Em muitos casos, por desinformação, as pessoas forneciam respostas negativas sem ao menos terem refletido sobre o assunto, que é de extrema importância.

– Hoje, para se tornar um doador, não é preciso deixar nada por escrito. Uma comunicação verbal com os familiares é suficiente, uma vez que apenas a família pode autorizar a remoção dos órgãos após a morte.

– A doação dos órgãos só ocorre após ser confirmada a morte encefálica (perda total e irreversível das funções do encéfalo). Porém, o paciente deve ter o coração batendo com o auxílio de aparelhos.Trata-se de óbito ocasionado, na maioria das vezes, por trauma craniano (acidentes de trânsito,queda de altura ou arma de fogo), derrame cerebral ou tumor cerebral.

– Em vida, é possível doar rim, parte do fígado, do pulmão, do pâncreas e medula óssea. Após o óbito, com o consentimento da família, podem ser removidos: córneas, coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, pele, ossos e válvulas cardíacas.

– Um único doador tem a possibilidade de salvar ou melhorar a qualidade de vida de mais de 20 pessoas. Hoje, 80% dos transplantes são realizados com sucesso.

– Doenças sexualmente transmissíveis, com exceção do HIV, não contraindicam a doação de órgãos, mas podem impedir a doação de tecidos e de sangue.

– No Brasil, são considerados de rotina transplantes de órgãos (rins, coração, fígado, pulmão e pâncreas), tecidos (córneas, válvulas cardíacas, ossos e pele), células (medula óssea) e sangue.

– O tempo exato de espera para o transplante difere de estado para estado. O renal, por exemplo, demora mais de três anos. A lista de espera por um pulmão é renovada anualmente, uma vez que a maioria morre sem conseguir um doador. A indicação para um transplante é feita com muito critério, de acordo com a legislação vigente.

– Anualmente, 12 mil brasileiros apresentam morte encefálica e 50% deles poderiam ser doadores; porém, no ano passado, apenas 1.317, 11%, se tornaram doares efetivos.

– O Brasil tem o maior programa público de transplantes do mundo. O Sistema Único de Saúde (SUS) arca com as despesas da maioria dos transplantes realizados no país.

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