O Fragmentos da Memória é daqueles projetos que fazem qualquer pessoa repensar sua própria origem. Utilizando inteligência artificial, o Arquivo Público do Estado da Bahia recria os rostos de pessoas escravizadas a partir de documentos centenários, como cartas de alforria e inventários. De arquivos frios nas estantes, surgem retratos que parecem olhar diretamente para nós. E a primeira sensação que muitos têm é simples e poderosa: poderia ser meu ancestral, poderia ser alguém da minha família, alguém que deixou marcas no Brasil sem nunca ter sido visto de verdade.
O impacto aumenta quando essas reconstruções ganham voz. Na ativação As Vozes do Fragmento, artistas negros dão vida às narrativas desses personagens, contando suas histórias como se falassem através do tempo. É quando a tecnologia deixa de ser apenas técnica e se transforma em algo quase espiritual. Os vídeos criados em IA fazem a gente sentir que aquelas pessoas não são apenas figuras do passado, mas parte da nossa própria linha do tempo. Não é difícil se enxergar nos traços, nos gestos, no olhar reconstruído desses homens, mulheres e crianças que viveram sob a escravidão.

Os dois vídeos que você verá aqui são exemplos impressionantes dessa fusão entre ciência, arte e ancestralidade. Eles mostram como a inteligência artificial consegue iluminar vidas apagadas e criar uma ponte entre o presente e o passado. Talvez você reconheça um rosto, um jeito, uma expressão parecida com a de alguém da sua família. Talvez sinta que a história está te chamando pelo nome. E é exatamente essa a força do Fragmentos da Memória: lembrar que a história do Brasil não está só nos livros, está na pele, no sangue e na memória de cada um de nós.
QUEM FAZ
IA a cada dia surpreendendo positivamente parabéns pelo conteúdo.