Chandler Crews, uma mulher de 31 anos nascida em Maryland com acondroplasia, a forma mais comum de nanismo, enfrentou uma vida repleta de desafios médicos desde a infância. Ela convivia com complicações como infecções de ouvido, curvatura na coluna, pernas arqueadas e risco de apneia severa, além de compressão do tronco cerebral, problemas que fizeram sua infância ser marcada por constantes idas ao hospital.
Aos 16 anos, diante das dificuldades crescentes, ela passou por vários procedimentos dolorosos de alongamento ósseo nos braços e pernas, uma cirurgia que se estendeu por vários meses. Esses tratamentos corrigiram as deformidades, aliviaram dores e possibilitaram maior independência, tudo isso, felizmente, coberto pelo seu plano de saúde.


Hoje, com aproximadamente 1,50 m, Chandler utiliza sua jornada para ampliar a conscientização sobre a acondroplasia através da ONG que lidera, o “Chandler Project”. Ela compartilha sua trajetória e transformação com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre os desafios enfrentados por pessoas com nanismo.

Apesar das conquistas físicas e profissionais, muitos dos traumas emocionais ainda ecoam. Crews relembra como, durante a infância, os gestos de carinho, como o famoso “pequena, mas fofa” seguido de um tapinha na cabeça, eram desconcertantes. Sentia-se mais como um objeto de curiosidade do que alguém sendo elogiada de verdade por suas qualidades. Somente na adolescência ela encontrou voz para expressar seu desconforto e estabelecer limites.

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